EXPOIGUATU: o que 2025 deixa de ensinamentos para o futuro

13/09/2025

A Exposição Agropecuária de Iguatu há tempos tinha se transformado em um evento muito mais obrigacional do que de resultados, uma vez que a sua decadência era clara na participação de público, expositores, expectativas, investimentos, enfim uma decepção ano após ano e não há o que negar quanto ao que aqui afirmamos.

O ano de 2025 por sua vez foi um verdadeiro divisor de águas, relembrando os tempos áureos quando a EXPOIGUATU era digna de grandes eventos, com os espaços para expositores insuficientes e as cadeiras nas barracas faltosas para os apreciadores de uma cerveja gelada e tira gostos regionais a serem saboreados.

Apenas em tempos muito pretéritos foi possível ver o parque com grande movimentação durante as manhãs e tardes, com estacionamentos de veículos movimentados e muitas pessoas circulando em barracas e suas instalações, o que de fato pudemos ter a grata satisfação de ver nesse ano de 2025.

Os reflexos desse evento renovado que teve a frente o ilustríssimo presidente do Rotary, prezado Kaoma Pereira, jovem empresário e empreendedor visionário, pôde ser sentido em toda a cadeia comercial da cidade de Iguatu. A rede hoteleira esgotou suas vagas, o comércio em geral teve recordes de vendas, informais tiveram oportunidade de trabalho e a cidade recebeu inúmeros visitantes.

É importante destacar a importância de um evento desse porte ser feito de forma vitoriosa, por se tratar de um espaço que recebe muitos visitantes, inclusive de diversos estados do país, a cidade pode ser escolhida para instalação de projetos diversos, impulsionando a economia e por consequência o seu desenvolvimento urbano.

Por sua vez, o ente municipal e os nossos representantes no legislativo estadual precisam se conscientizar que são esses tipos de eventos que fazem a economia do município crescer, o que se faz necessária a inserção de emendas e investimentos não para agradar grupos políticos mas sim a sociedade iguatuense, que terá ganhos substanciais com a criação de calendário cultural valorizando eventos como a EXPOIGUATU, festa da padroeira, do município, festival junino e suas quadrilhas, entre outros que ano a ano clamam por ajuda dos nossos representantes.

Assim, como resultado teremos uma economia pujante que fortalece o mercado imobiliário no ramo comercial, na expansão residencial para aqueles que se fixam em nossa cidade em definitivo ou na prestação de serviço, gerando assim emprego e renda na nossa querida terra da água boa.

Por fim, é imprescindível parabenizar a todos os envolvidos nesse grande evento como os empresários, expositores, barraqueiros, equipes de apoio, instituições públicas e privadas, Governo do Estado, Prefeitura Municipal e sobretudo aos membros do Rotary Club de Iguatu, em especial o seu presidente aqui já citado que com coragem e determinação, não poupou esforço para fazer da EXPOIGUATU 2025 uma das maiores dos últimos 30 anos.

Boa semana!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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