Uso excessivo de telas e a juventude contemporânea

18/10/2025

Os jovens de hoje gastam muito tempo de seu dia usando o celular,  esse uso excessivo das telas é uma das causas de diversos distúrbios emocionais e psocológicos que tem se ampliado nos dias atuais, os sintomas mais comuns são a depressão, ansiedade e hiperatividade, além desses sintomas, nós temos a nomofobia (“medo de ficar longe do celular”). Outro agravante é que eles estão usando as telas até na hora de dormir, causando insônia e/ou um sono não reparador, pois o celular tem a luz azul que impede que o nosso cérebro relaxe e descanse, ficando sempre hiperestimulado.

As amizades virtuais podem parecer  boas, mas, na verdade, são ruins, pois no cotidiano é perceptível que quando as pessoas estão em lugares públicos como praças, restaurantes e mercados  não têm a mesma proximidade que no ambiente virtual. Outro fator que merece atenção é que os indivíduos ficam “impedidos” de manter uma comunicação ou sociabilidade nos ambientes, pois  ficam o tempo todo conectados ao celular e não dão a menor atenção para quem está à sua volta. Assim,  hoje vivemos um contexto em que as pessoas nem percebem a falta de comunicação, mesmo rodeado de amigos ou familiares, não as percebem.

O acesso ilimitado a telas é um grande problema para os jovens, pois na maioria das vezes deixam de estudar para ficar mexendo no celular, essa atitude  faz com que ele piore o seu rendimento escolar, comece a ter notas horríveis, fazendo com que um excelente aluno acabe virando um aluno com grandes dificuldades.

A melhor atitude a ser tomada é a imposição de limites, os responsáveis devem monitorar o tempo de acesso às telas, conversar e exclarecer os perigos que o mundo online oferece. Pois, no mundo virtual,  na maioria das vezes,  as pessoas fingem ser um que na verdade não são, tentam demonstrar ser alguém que não são, por isso o uso excessivo de telas acaba prejudicando muitos jovens da sociedade contemporânea.

Biografia do Aluno:

Meu nome é  João Guilherme Barreto Cipriano, nasci no dia 25 de fevereiro de 2012, na cidade de Iguatu/Ceará, sendo filho de Lanna Karina e Cláudio Barreto.Estudo na Escola Modelo de Iguatu. Desde pequeno, sempre gostei de leitura, e nos momentos livres, além de ler, gosto de desenhar.

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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