O abastecimento de água em Iguatu e os reflexos na expansão urbana

12/12/2025

 

 

Esse ano de 2025 tem sido marcado para os moradores de nossa cidade, como um período de notáveis problemas no abastecimento de água pela nossa autarquia municipal SAAE, mesmo com o nosso reservatório que abastece a cidade totalmente cheio.

O problema agora não é a falta de água, mas a infraestrutura que conduz esse líquido precioso até as residências, que segundo se comenta há diversos anos não se fazem manutenções que possibilitem uma vida útil prolongada para as tubulações.

O fato é que em razão dessa falta de uma gestão eficaz e planejada, criou-se um verdadeiro caos na cidade ocasionando interrupção frequente no abastecimento e causando transtornos à população, que por sua vez paga pelo fornecimento que deveria ser de qualidade e sobretudo constante e com pontualidade.

Um outro problema sério que enfrentamos é a incapacidade de fornecimento de água, em alguns prédios que possuem diversos pisos superiores, em especial no centro da cidade, os quais somente conseguem ser abastecido por meio de motores que ajudam a conduzir a água até os reservatórios, que em geral se localizam na parte superior dessas edificações. Nesse sentido, em uma eventual construção de apartamentos ou salas comerciais em pisos superiores, um motor para bombear a agua é as vezes mais importante que o próprio tijolo.

Nesse sentido, nos preocupa em uma possível expansão verticalizada na cidade, com a edificação de torres com 10 pavimentos ou até mais, a inoperância de abastecimento de uma área habitacional deste porte.

É preciso construirmos políticas públicas para empoderarmos a nossa cidade para um crescimento necessário, sem o qual continuaremos a ver nossos municípios da região se desenvolverem a galope, enquanto ficamos a engatinhar em pequenos passos que não tem nos levado a lugar nenhum há muito tempo.

É preciso planejamento a curto, médio e longo prazo em nossa cidade, sem o qual não teremos condições de atender as demandas que esperamos em um eventual crescimento esperado com as universidades, terminais intermodais, turismo, entre outros que devem e precisam se avolumar para podermos sair da inércia social e econômica que vivemos há décadas.

Que tenhamos determinação para superar os desafios diários para que desta forma, possamos nos agigantar diante de cenários promissores que se avizinham, em especial no desenvolvimento e expansão urbana que a nossa cidade merece, no seu comércio atual promissor e sobretudo nos avanços econômicos que precisamos e necessitamos.

Bom fim de semana !!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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