A falta de conservação das vias e o impacto nos preços dos imóveis urbanos

07/03/2026

Francinildo Lima é Advogado e Corretor de Imóveis

 

Algumas vias urbanas de nossa cidade há tempos têm necessitado de revitalização, manutenção e até reconstrução, dado ao estado que as mesmas se encontram atualmente.

Bairros como o Cajueiro, Terra Bela, Parte do Areias, Primavera, entre outros, tem sofrido muito com a dificuldade de acesso, lama, problemas de escoamento de água pluviais e sobretudo danos na pavimentação, as quais não tem recebido os benefícios da “famosa operação tapa buraco”, realizada anualmente, mas que tem suas ações voltadas para as áreas centrais da cidade.

A certeza estampada no mercado imobiliário é do prejuízo que as pessoas tem enfrentado, uma vez que por conta da falta de conservação das vias urbanas, os imóveis tem sofrido uma grande desvalorização no seu preço de venda, pois ninguém quer adquirir um imóvel que se encontra em uma rua sem a devida manutenção e que em algumas vezes estão se tornando intransitáveis para veículos e pedestres.

Sempre que falamos aqui sobre conservação das vias urbanas, é impossível não remeter a arrecadação de valores de IPTU, que se destaque não se sabe onde as gestões de nossa cidade empregam os recursos. Um exemplo do mau uso da arrecadação desse imposto, é que se todos os moradores de uma determinada via urbana, juntassem o valor pago anualmente e investissem esse dinheiro na conservação das ruas, não haveria problema a ser resolvido porque seria suficiente para conserto de pavimentação, limpeza e manutenção.

É preciso que a atual gestão construa um plano de recuperação urgente das vias, seja com recursos próprio ou com emendas parlamentares dos nossos representantes no legislativo estadual e federal, porque em algumas regiões como avenida do contorno, área do Detran e acesso dos Bairros Cajueiro e Terra Bela estamos vivendo um verdadeiro caos urbano.

Até a resolução dessa situação os moradores continuarão com os seus imóveis sendo desvalorizados, além do prejuízo na sua liquidez comercial.

Por fim, é necessário que possamos como contribuintes saber quanto tem sido arrecadado com IPTU e IPVA, e onde esses recursos estão sendo devidamente empregados. Melhor ainda seria que esses gastos fossem realizados de maneira participativa, onde as entidades representativas da sociedade/comunidades pudessem opinar e assim auxiliar a gestão com o fim de escolher onde esses investimentos seriam melhor utilizados.

Bom fim de semana!!!

 

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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