
A IX edição do CONEJUS – Congresso Nacional de Educação, Ciências Jurídicas, Saúde e Inovação, evento acadêmico que em 2026 chegou à nona edição, promovido pela UNIFIC-Faculdades Integradas do Ceará, campus Iguatu, e contou com a participação do filósofo e escritor Leandro Karnal. Ele ministrou palestra na noite da quarta-feira, 4, para um público formado por estudantes, professores e outros convidados, na sede da IES, Rua Júlio Cavalcante.
N começo da conversa o palestrante e professor se ateve às entrelinhas da IA-Inteligência Artificial. Karnal frisou que IA deve ser encarada como um sistema de suporte e auxílio, mas com a ressalva que é importante o profissional usar, mas sem entregar tudo, porque existem coisas que a Inteligência Artificial não consegue fazer. “A IA é importante, vai continuar sendo importante, mas não se deve depender dela”, lembrou.
Durante a palestra, Leandro Karnal fez um roteiro do indivíduo e suas fases, envolvendo comportamento, trabalho, casamento, prosperidade e futuro, porém ressaltou que “O futuro é uma aposta que não sabemos. Não sabemos decifrar, porque a vida é a capacidade do estresse controlado”.
Num mundo totalmente dividido e diversificado, Leandro Karnal expressou sua tese sobre a transformação e seus efeitos. “Precisamos olhar atentos para este mundo que está se transformando, precisamos pensar nossa saúde mental. Tristeza é normal e faz parte círculo da vida, mas depressão é doença, precisa ser tratada”, lembrou.

Propósitos de vida
O palestrante que venceu por seus próprios méritos, estudou em São Paulo, no Rio de Janeiro, Porto Alegre e na Europa, com as especializações que fez na França, contudo afirmou que nada vem de graça, nem cai do céu, é preciso que cada um busque suas realizações pessoais e profissionais. Ele fez questionamentos contundentes sobre propósitos de vida, quanto tempo cada um tem que estudar, quantas vezes tem que ler livros, planejar seu itinerário, traçar caminhos e não ficar olhando a vida pelo retrovisor, olhar para a frente deve ser a bússola. Karnal afirmou que cada um deve ser a governança da sua vida, preocupando-se com o que pode mudar em prol de si mesmo. “Para viver bem e realizado, pessoal e profissional, você não precisa cultivar ‘gurus’ nem alimentar ‘dogmas’, apenas não aceite ninguém dirigindo sua vida, seja seu próprio protagonista”.
O filósofo é autor literário consagrado, com mais de 20 livros publicados, inclusive em outros idiomas. Ele deixou uma mensagem para o público participante: “Vai nascer uma decisão muito importante aqui nesta noite, que é você continuar crescendo, evoluindo e se realizando, porque quando você disser que não quer mais aprender, você morreu”, disse.
Para dois perfis de brasileiros bem identificados, entre o ‘otimista’ e o ‘pessimista’, Karnal frisou que a diferença entre eles é a capacidade de recriar, se reinventar ou simplesmente desaparecer. Para encerrar ele cravou: “Que a morte nos encontre vivos. Quero morrer estando vivo, literalmente, trabalhando”.




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