A saúde pública em questão no Brasil

11/07/2020

Vivianne Isídio (Estudante)

É de conhecimento geral que sempre houve enfermidades entre os indígenas, e que após a colonização os homens brancos acabaram trazendo novas doenças para o território. Durante o período de 1500 a 1822, não existiam políticas de saúde que abrangessem a população carente, deixando-os à mercê de caridade ou dependendo somente da sua fé e da sua capacidade de resistência. Após a Independência do Brasil, poucas medidas preventivas, como o saneamento e a vacinação, foram tomadas e algumas ações não foram bem vistas pelo povo, um exemplo disso foi a Revolta da Vacina.

Nesse ínterim, na década de 1970, ocorreu o movimento da Reforma Sanitária, que foi uma luta contra os cortes da saúde na época da Ditadura, com o objetivo de melhores condições de vida para a população, com mudanças na área da saúde. Esse movimento teve como consequência o direito à saúde pública para todos, oficializado com a Constituição Federal de 1988, e com a criação do Sistema Único de Saúde-SUS.

O SUS foi uma grande conquista para a democracia brasileira, pois tem como principal objetivo o acesso igualitário e atendimento integral com ações preventivas para todos, evidenciando assim a equidade implícita nesse sistema. Porém, o Sistema Único de Saúde tem passado por dificuldades, como falta de verbas e péssima gestão, que acarretam falta de leitos, de médicos e uma grande espera para o atendimento.

Portanto, diante do exposto, é necessário que o governo exija no mínimo a formação técnica para os gestores dessa área, para que a qualidade e a eficiência da gestão aumentem; é importante também que o Ministério da Saúde faça parcerias com órgãos competentes aos enfermeiros, para que haja maior eficácia em atendimentos de níveis técnicos ou que não precisem de encaminhamento para os médicos, ajudando também no descongestionamento de filas de esperas.

Outro fator que pode ajudar nesse problema é o uso de tecnologias, que organizam as filas e priorizam os casos mais graves.

Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

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