Acusado de matar sogra com soco tem antecedentes por violência doméstica

09/08/2025

O homem acusado de matar sogra com soco já tinha antecedentes criminais por violência doméstica. Em 2023, ele foi preso por agredir a ex-companheira com chute nas costas, soco na cabeça e uma mordida no ombro. O hospital local onde a vítima foi atendida confirmou as agressões. O acusado foi solto, na condição de respeitar as medidas cautelares, entre essas, não se aproximar da companheira.

Na madrugada da terça-feira, 5, Antônio Monteiro agrediu a sogra com um soco, que caiu e bateu a cabeça. Ela foi dormir e foi encontrada sem vida na manhã seguinte.

Segundo informações apuradas pela reportagem, Antônio Monteiro Uchôa, 27, estava numa bebedeira com a esposa, uma mulher conhecida como Sara, e a mãe dela, Cícera Rodrigues de Souza, 44, na residência desta na Av. José de Morais Pinho, bairro Vila Esperança, em Acopiara.

Ainda conforme os relatos, em determinado momento o acusado iniciou uma desavença com a esposa e partiu para agredi-la. Cícera interveio e foi atingida por um soco desferido por Antônio. A mulher caiu e bateu a cabeça, indo dormir pouco tempo após a queda. Segundo familiares, Cícera foi encontrada pela manhã já sem vida.

O corpo dela foi levado para o IML de Iguatu para exame de cadavérico. Somente com o laudo será possível saber qual foi a causa da morte. Populares acionaram a Polícia, que compareceu pouco tempo depois e saiu em busca do suspeito, que foi preso na casa da mãe dele.

Na quinta-feira, 7, na audiência de custódia com o juiz, a prisão do acusado foi convertida para preventiva. Ele vai responder por ‘feminicídio’ e deve permanecer detido até novo manifesto da justiça.

Ameaças

O jornal apurou que durante a audiência de custódia, a mãe de Antônio e outros parentes ameaçaram os familiares da vítima e as testemunhas do crime. Para preservar a integridade das pessoas, o juiz determinou que a mãe do suspeito cumpra medidas cautelares como manter distância de no mínimo 50 metros dos parentes da vítima e das testemunhas, evitar contato com eles por qualquer meio (cartas, ligações telefônicas, Messenger, WhatsApp, Telegram, Facebook, Instagram). Em caso de descumprimento, conforme o juiz, a mulher poderá ser presa preventivamente por crime de desobediência e coação no curso do processo.

O caso de Acopiara teve ampla repercussão, principalmente porque aconteceu na semana em que a lei Maria da Penha, que qualifica os crimes contra mulheres completou 19 anos. No Ceará, somente no primeiro semestre de 2025 foram praticados mais de 12 mil e 500 crimes contra mulheres.

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