Arrecadação de IPTU: as expectativas das melhorias urbanas

19/09/2025

Com início do pagamento do IPTU na cidade de Iguatu, iniciam-se as expectativas sobre as melhorias que esses recursos devem promover na cidade. O volume de recursos arrecadados deverá e precisará ser utilizado para melhorias urbanas urgentes, como operações tapa buracos, construção de calçamentos, pavimentação asfáltica, entre outras tão esperados pela população da cidade.

Uma das grandes expectativas é a resolução de problemas dos alagamentos de ruas importantes da cidade, que anualmente ocorrem sem que nada seja feito pelas gestões ano a ano, como é o caso das ruas Deocleciano Bezerra e adjacências, Virgílio Correia, Epitácio Pessoa, Adeodato Matos Cavalcante e tantas outras que mesmo sendo ruas importantes da cidade, permanecem abandonadas pelo poder pública há décadas sem ser dado nenhuma solução.

Embora os recursos arrecadados sejam significantemente elevados, poderiam ser ainda maiores se houvesse transparência na sua utilização e um planejamento participativo nos seus gastos, o que de fato nunca houve e nos parece que continuará sem ocorrer.

Infelizmente os gestores ainda não conseguiram entender que a gestão de recursos públicos precisa ser realizada de forma a proporcionar ao contribuinte a confiabilidade de que o seu investimento será feito com planejamento, a partir de demandas que de fato sejam necessárias atendendo os anseios de quem está pagando os impostos.

A transparência e a aplicação dos recursos de forma participativa contribuirão para incentivar o contribuinte a evitar a inadimplência, confiando na gestão que o seu dinheiro está sendo aplicado de forma séria e responsável.

Desta forma, é imprescindível nos dias atuais que recursos oriundos do imposto predial e territorial urbano (IPTU), possa ser compartilhado os seus gastos por meio de portais de transparência pública, onde o contribuinte possa acompanhar a sua utilização e assim se sentir motivado a pagar e participar do seu planejamento.

Por fim, desejamos que em breve seja implantada uma ferramenta de gestão onde possamos de fato realizar esse acompanhamento, além de participarmos do planejamento das ações de investimentos desses recursos construindo desta forma uma cidade cada vez melhor de se viver e morar.

Bom fim de semana!!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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