A convite do A Praça, o professor e memorialista Francisco de Paula Silva (Chico de Paula) fez uma visita ao antigo prédio da Faculdade de Ciências e Letras de Iguatu – FECLI) local atualmente que sedia a Escola de Saúde Pública de Iguatu – ESPI, no bairro Areias. O que chamou atenção da reportagem foi a presença de 11 bancos de cimentos, instalados no final da década de 1970 e início de 1980. Os mobiliários ainda bem preservados trazem publicidades de um comércio de outras épocas, representando os mais diversos segmentos que marcaram a história comercial da cidade.
“Aqui fui aluno fundador. Estudei quando era a Escola Municipal, mas antigamente funcionou uma escola doméstica, posteriormente foi fundado o Colégio Municipal, o prefeito era Erasmo Alencar. Fui aluno fundador dessa escola. Por coincidência fui presidente do Grêmio Estudantil, naquele período fui incentivado pelo diretor Dr. Elpídio Cavalcante e a pela vice-diretora dona Benildes Mendonça a me candidatar a vereador, e fui eleito. Também com dois cabos eleitorais fortes iguais a eles e apoio dos moradores do meu Bairro Prado, acredito que não tinha como não ser eleito. Seu Emil Araújo, que era vereador, também me apoiou. Fui eleito”, conta Chico de Paula.
Não demorou muito, ele voltou a estudar no mesmo prédio, isso porque por lá também serviu durante muitos anos como casa da Faculdade de Ciências e Letras de Iguatu, onde Chico concluiu o curso de Pedagogia, e posteriormente fez pós-graduação em Administração Escolar. A FECLI, fundada em 24 de dezembro de 1979, foi incorporada à Universidade Estadual do Ceará – UECE em 1983. Atualmente, a instituição superior de ensino funciona no Campus Multiinstituicional Humberto Teixeira, no bairro Santo Antônio.

Negócios e saudosismo
Nessa pequena viagem ao passado, os bancos, 11, revelam um passado quase esquecido: alguns dos anunciantes já deixaram de existir, enquanto outros ainda resistem ao tempo. Entre as marcas estampadas estão: A. R. Alencar e Filhos, Lojas Chic, Socil, Repil – Renovadora de Pneus Iguatu Ltda, Posto Pioneiro, Galeria das Variedades, Comercial Iguatuense – Brahma, Casa das Peças São Sebastião, Concessionária IMASA, Fumo Só Quero Este, Revenda de Veículos IMAVE. “As empresas faziam o pagamento da instalação dos bancos e tinham o direito de fazer as propagandas. Ainda hoje algumas dessas empresas estão nas mesmas famílias, passando de geração em geração; outras mudaram de donos e foram vendidas, e muitas simplesmente encerraram suas atividades. Muitos dos clientes viam as propagandas nos bancos e iam até a empresa”, relembra o memorialista.
Essa estratégia era um bom negócio para as empresas, pois o local sempre recebia visitantes e estudantes que ocupavam o espaço. Sentar nesses bancos da unidade, segundo Chico, é como folhear um jornal antigo, relembrar das conversas nos intervalos, na chegada antes do início das aulas, mobiliários que sempre foram bastante disputados principalmente pelos alunos.
Nas redes sociais, muitas pessoas que assistiram à reportagem no perfil do Jornal A Praça comentaram com saudosismo. De acordo com relatos, existiam outros bancos na unidade no pátio próximo às árvores. “A gente vê as transformações que acontecem no nosso cotidiano, geralmente muitas pessoas não buscam vivenciar, rever nossa história, a modernidade, a tecnologia, a internet, o comportamento, o conhecimento vão mudando, mas devemos preservar memórias e espaços como esses”, afirmou Chico de Paula.
Para assistir à reportagem completa basta acessar o perfil do Jornal A Praça no Instagram ou no Facebook: @jornalapraca.7







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