A Câmara Municipal de Iguatu aprovou, durante a sessão ordinária da terça-feira, 27, acompanhada de outras três sessões extraordinárias, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhada pelo Poder Executivo. A matéria, que tramitou em regime de urgência, havia sido rejeitada na sessão da semana passada e voltou à pauta para nova apreciação. O texto aprovado por unanimidade pelos parlamentares prevê um orçamento de aproximadamente R$ 641 milhões.
Um dos principais pontos de discussão foi a regulamentação das emendas impositivas. Caso fossem aprovadas, cerca de R$ 12,8 milhões seriam destinados às indicações parlamentares, com metade dos recursos obrigatoriamente aplicados na área da saúde. Cada um dos 17 vereadores teria, em média, R$ 754 mil para indicar investimentos. O vereador Wellington Uchôa (PSB) apresentou novamente emenda sobre o tema, mas a proposta foi rejeitada pela maioria.
A sessão também contou com a presença de agentes culturais, conselho de cultura, produtores, associações e representantes do movimento artístico de Iguatu. O grupo defendeu a destinação de 1% do orçamento municipal para a cultura, aplicados junto ao Fundo Municipal de Cultura. Representantes utilizaram a tribuna livre para apresentar as reivindicações. Uma emenda com essa finalidade, apresentada por Wellington Uchôa, também foi rejeitada.
O líder do governo na Câmara, vereador João Torres (AGIR), argumentou que o município não teria condições financeiras para implantar as emendas sem comprometer investimentos e a estrutura de outras áreas.
Já o vereador Hugo Lavor (PSD) apresentou duas emendas voltadas à priorização de políticas para pessoas com deficiência e à proteção ambiental, mas ambas também foram rejeitadas.




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