Centro Integrado de Comercialização: a solução para o comércio informal de Iguatu

02/08/2025

Um dos grandes problemas a ser enfrentado pela atual gestão de nossa cidade é a informalidade no comércio urbano, conhecido popularmente como camelôs que ocupam galerias, ruas, praças, dificultando a circulação de pessoas, prejudicando o comércio formal e trazendo prejuízos uma vez que, por não pagarem tributos, concorrem de forma desleal com os comerciantes legalizados, além dos problemas sociais, ambientais entre outros.

Para resolver a situação que tem incomodado e transformado a cidade em um verdadeiro ambiente comercial provinciano, é necessário a exemplo de outras cidades inclusive do Ceará, que a prefeitura possa construir um centro integrado de comercialização, como ocorreu por exemplo com Fortaleza ao instituir o Centro Fashion, que zoneou a comercialização de produtos por áreas em cores, dividindo por produtos eletrônicos, calçados, confecções, bijuterias, artigos e acessórios diversos.

Na cidade até já existe um terreno ideal para a implantação que poderia ser ao lado do Lago da Telha, uma vez que o ente municipal é detentor da referida área, além de permanecer no espaço central e comercial da cidade.

Mas é preciso destacar a necessidade de evitar o que ocorreu com o centro de abastecimento construído para abrigar feirantes, onde uma gestão fez a construção e a outra não teve a coragem de impor a legalidade de colocar o equipamento para funcionar, originando o caos atual na Avenida Agenor Araújo que hoje mais parece uma feira livre do que um logradouro público.

Em uma cidade que se preze pela organização e sobretudo pelo disciplinamento orgânico de suas leis, é indispensável que se use o seu poder de polícia para se fazer cumprir o regramento institucional, oportunizando os direitos necessários aos seus munícipes, mas ao mesmo tempo que estes possam estar revestidos de suas obrigações como cidadãos.

A construção de um espaço com comodidade, segurança e conforto não atende apenas ao regramento comercial necessário, mas também ao cliente que precisa ser bem atendido, com qualidade e respeito, além da melhoria na qualidade de vida do trabalhador que gera emprego e renda ao município.

Diante  da ocupação de ruas, praças e demais logradouros públicos pelo comércio informal, é lamentável que as instituições que por um lado representam os comerciantes não se manifestem ou procurem soluções diante desse caos instalado, por outro lado nos causa surpresa a inércia na falta de soluções para um problema tão presente que como ressaltamos aqui, tem trazido inúmeros problemas inclusive àqueles que buscam dia a dia um trabalho mais justo, e em especial um espaço mais digno para laborarem em suas atividades de sustento de suas famílias.

Bom fim de semana!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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