Cultura do cancelamento nas redes sociais

18/07/2020

Jader Soares Filho (Estudante)

Por definição, trata-se como cancelamento o boicote de marcas ou pessoas por cometerem ações que não agradam à maioria. No Brasil, a chamada “cultura do cancelamento” tem ganhado cada vez mais força com o aumento de usuários das redes sociais. Tal panorama deletério incita uma maior atuação da sociedade e dos meios de comunicação, a fim de minorar essa problemática atual.

De fato, a “cultura do cancelamento” já afetou inúmeras pessoas, tanto famosas quanto desconhecidas, e isso tem causado sérios problemas para elas. A exemplo disso, o youtuber Cauê Moura, em 2019, teve algumas falas de 2012 relembradas pelo público. Algumas dessas declarações tinham cunho machista e homofóbico. Por conta disso, o produtor de produtor de conteúdo perdeu muitos patrocinadores, dentre eles, a plataforma de investimentos Warren. Essa “onda” de cancelamento na internet se dá, principalmente, por conta do aumento da influência das redes sociais. Com isso, muitos usuários se acham no direito de julgar o certo ou errados nessas redes sociais e, além disso, não acreditam que aqueles os quais foram vítimas de “cancelamento” não podem mudar ao longo do tempo.

Ademais, essa “cultura do cancelamento” pode ser caracterizada como crime de ódio, já que incita o linchamento virtual. Analogamente, um dos cancelamentos mais famosos da história foi o de Jesus Cristo, o qual foi morto por ser contra a maioria romana, sendo assim, “cancelado”. Além disso, comportamento de “cancelar” é injusto com a vítima, pois dela é tirada a oportunidade de crescer e aprender com seus erros.

Portanto, para que haja a diminuição da “cultura do cancelamento”, é necessário que a sociedade, em conjunto com as instituições formadoras de opinião, como famílias e escolas, por meio de informes educativos e rodas de debates, promova ações de combate à “cultura do cancelamento”, a fim de dar direito amplo à defesa e novas oportunidades àqueles que foram vítimas de tal cultura e para fazer com que eles possam aprender com os erros e seguir com sua vida.

Além disso, convém às redes sociais, que detectarem esses comportamentos de propagação, de punir os participantes dessas ações, por meio de banimentos ou processos, para que esse comportamento seja diminuído nesses meios de comunicação. Caso sejam tomadas essas medidas, episódios casos como o do youtuber Cauê Moura não serão mais tão comuns.

Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

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