Rafaela Guedes Machado Bezerra*

A intensificação das mudanças climáticas constitui um dos maiores desafios contemporâneos, ao afetar ecossistemas e a qualidade de vida da população. No Brasil, país que abriga importantes biomas e desempenha papel relevante no equilíbrio ambiental global, o enfrentamento desse problema encontra diversos obstáculos. Nesse sentido, o filme “Não olhe para cima” retrata uma sociedade que ignora uma grande ameaça mesmo diante de evidências científicas, situação que se relaciona com a dificuldade de mobilização diante da crise climática. Assim, no contexto brasileiro, destacam-se como desafios o avanço do desmatamento, sobretudo na Amazônia, e a baixa conscientização.
Em primeiro lugar, a expansão do desmatamento, sobretudo na Amazônia, representa um entrave significativo para o combate às mudanças climáticas. A retirada da cobertura vegetal intensifica a emissão de gases de efeito estufa e compromete o equilíbrio dos ecossistemas. Tal problemática é abordada no documentário “Uma Verdade Inconveniente”, que evidencia como ações humanas contribuem diretamente para o aquecimento global. De forma semelhante, no Brasil, a fiscalização insuficiente e interesses econômicos imediatos dificultam a preservação ambiental e agravam os impactos.
Além disso, a baixa conscientização da população acerca da importância de práticas sustentáveis também dificulta o enfrentamento da crise climática. Muitas vezes, o consumismo e o descaso com o meio ambiente contribuem para o agravamento da degradação ambiental. Esse cenário pode ser associado à animação “WALL-E”, que retrata um futuro em que o planeta se torna inabitável devido ao excesso de lixo e à negligência humana. Assim, a falta de educação ambiental e de responsabilidade coletiva amplia os desafios para a construção de uma sociedade responsável e mais sustentável, fazendo com que a qualidade de vida decaia.
Portanto, torna-se fundamental ampliar as estratégias de enfrentamento das mudanças climáticas no Brasil. Para isso, o governo deve intensificar a fiscalização contra o desmatamento ilegal e investir em políticas de preservação ambiental. Paralelamente, instituições de ensino e meios de comunicação devem promover campanhas de educação ambiental, incentivando práticas sustentáveis no cotidiano da população. Dessa forma, será possível reduzir os impactos da crise climática e garantir um futuro mais equilibrado para as futuras gerações.
*Rafaela Guedes Machado Bezerra, filha de Leila Guedes Machado e de José Bezerra Neto. Estudante do 3º ano “B” da Escola Modelo de Iguatu

0 comentários