O Bairro Santo Antônio, em Iguatu, viveu um domingo, 3, histórico com a realização da primeira edição do projeto Mano Sons – Encontro de Bandas de Música da Região Centro-Sul cearense, evento promovido pelo Instituto Mano Prudêncio em homenagem ao saudoso Maestro Mano, referência na formação musical de gerações de artistas da região. O evento foi idealizado, programado e coordenado pelos irmãos Michel e Michael Prudêncio.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu quando as bandas de Iguatu, Acopiara e Cedro executaram em conjunto o dobrado “Maestro Mano Prudêncio”, composição e arranjos do maestro Washington Luiz. A regência foi de Michael Prudêncio. A apresentação emocionou o público e simbolizou o encontro entre tradição, memória e continuidade.
O anfiteatro do Centro de Lazer Ari Brasil reuniu famílias, músicos e moradores da comunidade em uma noite de valorização da música instrumental e das bandas filarmônicas do interior cearense. “Hoje foi um daqueles dias que ficam marcados na história e no coração da gente. Ver esse anfiteatro cheio, famílias reunidas, músicos emocionados e bandas de cidades irmãs ocupando o Bairro Santo Antônio com música e afeto é a prova de que o legado do Maestro Mano Prudêncio continua vivo”, declarou Michel Prudêncio, diretor geral, artístico e coordenador executivo do projeto.
O Mano Sons nasceu do desejo de transformar saudade em encontro, memória em movimento e música em abraço coletivo. “Conseguimos reunir gerações de músicos, bandas históricas e uma comunidade inteira em torno da cultura. Foi emocionante ver as bandas tocando juntas o dobrado Maestro Mano Prudêncio. Ali, naquele momento, parecia que meu pai estava presente em cada nota executada”, ressaltou Michel.

Memória, identidade e transformação social
A programação foi bem mais além e começou pela manhã, com o cortejo da Banda Fanfarra Mano Prudêncio pelas ruas do bairro, seguido de roda de choro e improviso aberta ao público e aos músicos convidados. O momento reuniu memórias, histórias e afetos compartilhados por amigos, familiares e ex-alunos do maestro homenageado. “Para mim, como músico e filho do Maestro Mano Prudêncio, reger aquele momento coletivo foi algo impossível de explicar em palavras. Quando as bandas começaram a tocar juntas, senti como se todas as histórias, ensinamentos e amizades construídas pela música estivessem ali reunidas”, pontuou Michael Prudêncio, que dividiu a coordenação executiva e também regente do Dobrado Coletivo.
Durante a tarde, as bandas foram recepcionadas no Centro de Lazer e seguiram em desfiles individuais pelas ruas do bairro até a Escola de Música Popular Humberto Teixeira, onde músicos, maestros e equipes participaram de um momento de confraternização e integração cultural, reafirmando o compromisso coletivo com a preservação das bandas de música e o fortalecimento da cultura popular como instrumento de memória, identidade e transformação social. “Esse encontro mostrou a força das bandas de música do nosso interior. A recepção da Banda de Iguatu, a grandeza musical da Banda de Acopiara e a tradição viva da Banda de Cedro fizeram dessa noite um momento único. Foi mais do que apresentações, tivemos troca, convivência, aprendizado e respeito entre músicos de diferentes cidades”, acrescentou Michael.

Resistência, pertencimento e amor pela música
O projeto mostrou que a música continua unindo pessoas, formando jovens e mantendo viva a identidade cultural. “E esse é só o começo”, complementou Michel agradecendo aos patrocinadores, apoiadores, músicos, maestros, equipes técnicas e quem acreditou nesse sonho. “O Mano Sons não é apenas um evento. É um ato de resistência cultural, de pertencimento e de amor pela música”, destacou Michael.
Além das apresentações, o evento também contou com homenagens institucionais aos maestros e bandas participantes, fortalecendo o reconhecimento público dessas importantes trajetórias culturais. A Banda Municipal Maestro Manoel Ferreira Lima, de Iguatu, foi calorosamente recebida pelo público, reafirmando seu papel como patrimônio histórico e cultural do município. Sob regência do Maestro Wellington Gouveia, a banda apresentou um repertório que transitou entre o erudito, dobrados e música popular, demonstrando excelência musical e forte conexão com a comunidade.
Na sequência, a Banda Municipal Eduardo Gurgel Valente, de Acopiara, protagonizou uma apresentação vibrante e tecnicamente refinada. Sob regência do Maestro Washington Luiz Gomes, o grupo arrancou aplausos do público pela qualidade dos arranjos, potência sonora e presença cênica, consolidando-se como um dos grandes momentos da noite.
Encerrando a programação, a tradicional Banda Maestro José Pretinho, de Cedro, reafirmou a força das bandas históricas do interior do Ceará. Sob a condução do Maestro Alberto Pereira (Dida), o grupo emocionou o público ao demonstrar que tradição, disciplina e compromisso com a formação musical seguem vivos através das gerações.
O projeto teve realização do Instituto Mano Prudêncio, com direção geral e artística de Michel Prudêncio, coordenação executiva de Michel e Michael Prudêncio e consultoria técnica do Maestro Washington Luiz. O evento contou com apoio e patrocínio do: Atacarejo SB, Informativa Festas, Moda Z, CH Som, Digital Audio Som e Estruturas, MS Design, Igreja Assembleia de Deus Jerusalém, Posto Alfa Mirante, Unilab Kids e Associação Cultural Quinto Elemento, a Após migrar de Cariús no fim do século XIX, a família Barbosa se instalou no sítio Cruiri, zona rural de Iguatu.lém do apoio institucional da Prefeitura de Iguatu através das Secretarias de Cultura e Turismo, Meio Ambiente e Urbanismo, Comunicação, Infraestrutura, Direitos da Pessoa com Deficiência e Escola de Música Humberto Teixeira), Prefeitura de Cedro – Secretaria de Educação e da Prefeitura de Acopiara – Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Juventude.




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