Por Giovanna Alves Fernandes
A filósofa Simone de Beauvoir afirmou que “ninguém nasce mulher; torna-se”, evidenciando que os papéis atribuídos ao gênero feminino são construções sociais. No Brasil, tais construções muitas vezes reforçam uma cultura machista que contribui para a violência de gênero culminado em casos extremos como o feminicídio. Nesse contexto, torna-se necessário discutir as causas desse problema e os caminhos para combatê-lo.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o machismo estrutural presente na sociedade brasileira contribui muito para a continuidade da violência contra a mulher. Desde cedo, muitos indivíduos são socializados em uma cultura que trata como “normal” a desigualdade de gênero e coloca a mulher em um lugar submisso. Como consequência, atitudes de controle, agressão e desvalorização do gênero feminino podem evoluir para formas mais graves de violência.
Além disso, embora existam leis que buscam combater a agressão contra a mulher, muitas vezes elas não são aplicadas de forma eficaz. Um exemplo disso é a Lei Maria da Penha, criada para proteger mulheres vítimas de violência doméstica. Porém, muitas vezes essas mulheres têm medo de denunciar por serem ameaçadas, ou até mesmo por dependência emocional, correm perigo todas as horas dentro de casa, como o feminicídio ou outros casos.
Portanto, torna-se necessário ampliar as estratégias de combate ao feminicídio no Brasil. Para isso, o estado, por meio do Ministério da Justiça, deve investir em campanhas educativas nas escolas e nos meios de comunicação, com o objetivo de desconstruir padrões machistas e promover respeito entre gêneros.
Giovanna Alves Fernandes, 14, estudante do 9º ano da Escola Modelo, é uma jovem marcada por suas raízes familiares e pela simplicidade das coisas que ama. Filha de Tadeu Campos Fernandes e Andrea Alves Teixeira, construiu sua história sendo criada com muito carinho pelos avós Paulino Holanda e Almeri Alves, que tiveram um papel fundamental em sua formação e em seus valores.

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