Foi encerrado nesta sexta-feira, 17, o “I Colóquio Patativa do Assaré: O canto de um pássaro – 70 anos da obra, Inspiração Nordestina”. O evento aconteceu no Campus Humberto Teixeira, realização da Universidade Estadual do Ceará (UECE/FECLI) e muitos parceiros e apoiadores. “Foi um sucesso o I Colóquio Patativa do Assaré. Alcançamos nosso objetivo de fortalecer a cultura, a literatura e a poesia de Patativa do Assaré. Foram três dias de muito diálogo com a presença de pesquisadores, professores, alunos, cantadores, poetas, músicos e repentistas” comemorou a professora e doutora, Socorro Pinheiro, coordenadora do evento.
O encontro ficou marcado na história pelo sucesso e por importantes participações dentro da programação. “Desde o primeiro dia até o último foram momentos de muita riqueza cultural, muita arte, muita poesia, que esse evento trouxe pra gente, momentos de aprendizagem ainda maiores sobre a poesia desse grande poeta. Supriu nossas expectativas todos os momentos, palestras, atividades culturais. Ficamos muito felizes com a participação de cada convidado, cada pessoa do público, as escolas, os estudantes, o pessoal da Fundação Patativa do Assaré. Foi uma felicidade muito grande, uma alegria, uma aleluia, uma espécie de felicidade em poder ter realizado esse evento e ter contado com as parcerias para realização de cada parceiro, apoiadores e cada atividade e ação da programação”, declarou Socorro.
Para o professor e coordenador do evento Assis Daniel, “Esse evento foi pensado em homenagear o Patativa do Assaré e sua primeira obra, “Inspiração Nordestina”, que completa este ano 70 anos. Uma homenagem a essa força, essa garra desse poeta e buscamos homenagear poetas e poetisas também, aqueles que tiveram a oportunidade de lançar sua obra e aqueles que também estão em busca dessa oportunidade. Temos que valorizar e dizer que é possível se inspirar no próprio Patativa e cada um correr atrás de poder publicar sua obra. Ficamos felizes pelo público, poetas, pesquisadores na área. O evento aconteceu de forma muito positiva”, declarou.
Toda a programação foi pensada em contemplar as mais diversas artes tendo como foco o poeta popular cearense, entre os convidados o professor universitário, jornalista, mestre e doutor e padre Iraildo Alves, natural de Quixelô, mas que reside em São Paulo, há mais de 30 anos. “Levei o Patativa para o mestrado e doutorado. Para mim, momento como esse é de uma riqueza incrível porque ínsita a questão do simbólico. Estamos precisando muito da simbologia, do encantamento, a poesia faz justamente isso, que a gente transcenda, tudo que for situação da vida, questões sociais, de relacionamento, questões aplacam nossas condições humana. A poesia nos eleva. Sou sertanejo, valorizo muito minhas raízes e o Patativa é um poeta profundamente enraizado nas coisas do sertão. Tudo que é do sertão o Patativa torna bonito. O Patativa com a sua genialidade consegue transformar em beleza” comentou o professor Iraildo Alves, que apresentou em seu trabalho obras do Patativa que tratou como tema: ‘Aquarela sertaneja”.

Representação
Patativa do Assaré também esteve bem representado. A neta e presidente da Fundação que leva o mesmo nome dele e fica na cidade de Assaré, no Cariri Oeste, Havai Gonçalves, trouxe alguns objetos e artes que pertenceram ao poeta. “Foi um momento riquíssimo, emocionante. Eu me emocionei na abertura. Jonas Bezerra cantou e contou a história do vovô. Quando meu avô faleceu, eu tinha 13 anos. Essa dimensão de Patativa do Assaré, eu só vim perceber depois dos 17, 18 anos, que eu até então era só meu avô. Eu nasci no dia 05 de março, dia do aniversário dele. Eu me senti feliz e homenageada naquele momento de celebração e encontro da família. Vovô criou a fundação com esse intuito de deixar sua história, seu legado. A gente tem esse cuidado de levar a essência do Patativa do Assaré onde a gente for. A fundação é coordenada pela nossa família”, declarou agradecendo aos organizadores e artistas e público presente nesse importante evento.
A realização do I Colóquio Patativa do Assaré foi do PPGIHL/UECE e do GPLIGE/FECLI/UECE, com apoio da FUNCAP e de instituições colaboradoras como PROEX, EDUECE, Jornal A Praça, Sesc/Iguatu e do Memorial Patativa do Assaré.




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