As famílias Barbosa e Alcântara e a sociedade iguatuense se despediram fisicamente no início deste mês, no sábado, 3, de Ana Barbosa Alcântara, dona Santaninha, como era carinhosamente chamada, a querida professora aposentada, mãe, avó e bisavó.
Ela foi uma honrada esposa e amiga, entre os muitos adjetivos, além de ter sido uma mulher simples, trabalhadora, caridosa, sobretudo bondosa, resistente e paciente. É preciso acrescentar mais. “Era uma fortaleza em corpo franzino, um exemplo de fortaleza e de bondade”, definem familiares.
“O mês de sua chegada ao mundo e da partida não poderia ser outro, maio, período dedicado às mães, a Maria, mãe de Jesus Cristo. O próximo dia 22 será celebrado com orações e boas recordações, quando ela completaria 98 anos. Mas, com o avançar da idade, a saúde fica mais frágil, alguns problemas chegam, e complicações cardiorrespiratórias anteciparam a sua ida. Por aqui todos queriam sim festejar sua longevidade, mas fica sim, o bom exemplo, legado e a família”, disse o filho Aderilo.

Família e legado
Casada com o produtor rural Aderilo Antunes Alcântara, de saudosa memória, com quem teve cinco filhos: Solange (médica), Simone (professora), Alcântara (engenheiro mecânico), Perboyre (engenheiro civil) e Aderilo Alcântara Filho (ex-vereador e ex-prefeito de Iguatu). A família cresceu e continua seguindo, são nove netos e um bisneto.
Dona Santaninha foi professora da rede municipal de ensino e lecionou nos antigos grupos escolares na sede do distrito de José de Alencar e no sítio Penha. Seu primeiro trabalho foi no antigo Armazém ‘O Povo’, loja de referência de tecidos de Iguatu, iniciativa empresarial do ex-prefeito e empresário de larga visão empreendedora Juarez Gomes.
Religiosa, foi catequista por vários anos e manteve até o fim de sua vida a fé inabalável. Era muito religiosa. Sempre procurava participar do novenário dedicado à padroeira de Iguatu, Senhora Santana. Era caridosa, mas em silêncio, isto é, ajudando a várias famílias, que no íntimo de cada uma conheceu a bondade de Santaninha e hoje preserva essa memória afetiva.
De voz mansa, fala pausada, aparentemente frágil, superou os desafios da vida de forma resiliente, deixando a lição por meio de exemplos concretos: “Trabalhadora incansável na luta de casa, promotora da paz, da concórdia, do amor, da união e da amizade. Ficam a saudade indelével e a gratidão pelo dom da vida”, ressaltaram familiares.



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