
Francinildo Lima é Advogado e Corretor de Imóveis
Nesse ano de 2026 existe uma expectativa daqueles que laboram no mercado imobiliário, de que a inadimplência do imposto predial e territorial urbano (IPTU), seja em uma dimensão jamais vista no município de Iguatu.
Dentre as causas dessa provável e prevista inadimplência, está em especial a situação das vias urbanas, onde a grande maioria seja no centro da cidade ou nos bairros mais afastados, encontra-se totalmente sem manutenção e muitas intrafegáveis.
Um exemplo dessa situação é o abandono da Avenida do Contorno, como é conhecida a Avenida Juscelino Kubitschek, onde os pedestres não conseguem andar na calçada por aquela encontra-se coberta de mato, os ciclistas evitam a ciclovia porque o mato também não deixa circular e na via os carros não conseguem transitar de tanto buraco. Em outras vias urbanas a situação quando não se encontra na mesma situação é porque está pior.
Já fazem alguns anos que nessa coluna venho afirmando, que uma cidade do porte de Iguatu não aguenta viver de improvisos, sendo necessário um planejamento anual de ações com contratação de empresas, que a exemplo da coleta do lixo sejam permanentes para manutenção. Esperar período chuvoso para consertar os danos é achar que a chuva é algo ruim o que na verdade não deve ser.
Desta forma, anualmente vivemos um caos urbano nos seis primeiros meses, sendo os outros seis em uma situação melhor de locomoção onde são implantadas as “operações tapa-buraco”, que já é de praxe ser a cada ano pior e ferramenta de manipulação de alguns poucos políticos que acabam se beneficiando como forma de angariar votos.
O recurso arrecado do IPTU é para ser usado nas melhorias e conservação urbana, como o seu próprio nome sugere e deve sim ser utilizado. Em algumas ruas os moradores estão optando em ficar inadimplentes, usando o valor a ser pago de IPTU para eles mesmos fazerem auto gestão dos recursos, que segundo os que ouvimos tem sido muito melhor aproveitado.
Esse posicionamento dos moradores poderá ser um problema futuro se for consolidado, além de ressaltar que ao longo das gestões públicas, a falta de transparência na utilização desses recursos (IPTU) sempre foi marca presente.
As análises aqui trazidas semanalmente jamais terão o condão político partidário, mas sempre que determinadas situações impactarem no mercado imobiliário, é nosso dever trazer aqui e com posicionamento independente, mostrar as situações que podem receber elogios ou críticas, independente de gerar descontentamentos a quem quer que seja.
Por fim, para quem queira enxergar a coluna de hoje como uma crítica, sugiro que reanalise e a tenha como uma consultoria gratuita, afinal cuidar da cidade é o maior exemplo de gestão, para que os seus moradores façam a sua parte no processo.
Bom fim de semana!!!!

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