Jornal A Praça: 25 anos de jornalismo independente

04/04/2026

Francinildo Lima é Advogado e Corretor de Imóveis

Na semana que nosso jornal completa 25 anos de fundação, quero parabenizar o seu idealizador Dr. Paulo de Tarso e toda a equipe que faz esse brilhante trabalho de informação com responsabilidade e competência.

Ao longo desses anos o Jornal A Praça esteve à frente da notícia, com qualidade e sobretudo com independência, o que infelizmente é uma qualidade de poucos veículos de informação.

Fazer jornalismo com coragem e compromisso com as pessoas tem sido um grande desafio na atualidade. Em minha dissertação de mestrado ainda no ano de 2018, intitulada O DESAFIO DA ÉTICA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA, tive uma grande experiência em conhecer o padrão de alguns meios de comunicação, que se servem apenas para fomentar as políticas partidárias, em especial as rádios e jornais que na sua maioria são pertencentes a grupos políticos tradicionais. Em painel nacional algumas emissoras que também têm se prestado, algumas de forma mais velada e outras mais contundente, de apoiar grupos econômicos e políticos, em detrimento de um trabalho voltado para a educação e conhecimento tão necessário e fundamental nesse momento que vivemos, onde esses mecanismos poderiam estar contribuindo decisivamente para fomentar de verdade, a construção do cidadão e cidadã conscientes e comprometidos com o que realmente enobrece a sociedade.

Nesse cenário tive também a oportunidade de conhecer quem se presta a fazer dos jornais, rádios e emissoras de TV, um trabalho sério e independente que mesmo enfrentando grandes desafios, tem mantido a ética e postura profissional de qualidade e que merecem todo o respeito.

A nossa coluna está há mais de cinco anos contribuindo com o jornal, de forma responsável e trazendo a cada semana informações sobre o cenário e conjuntura imobiliária da cidade, estado e do país. Com independência e sem nenhuma interferência administrativa ou política, temos nos posicionado sempre com muito respeito e seriedade, mas nunca se afastando da realidade vivida pelos nossos munícipes, sem que isso seja ladeado de opiniões e comentários, que visem construir posições políticas partidárias alguma.

O nosso compromisso a exemplo do ideal do jornal é levar ao conhecimento dos leitores e sociedade em geral a nossa análise técnica e dentro de um cenário urbano mercadológico, independente que isso agrade a este ou aquele que se diz representante do povo.

É dentro desta perspectiva que certamente temos muito a comemorar nesses 25 anos, em especial a sociedade iguatuense que tem ao seu lado um veículo de informação comprometido com a verdade, independente de quem as tenham ou sejam impactados pela apresentação destas a cada semana.

Excelente Semana Santa!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender  Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.
Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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