Um cão foi encontrado morto na manhã da quinta-feira, 6, no Campus Multiinstitucional Humberto Teixeira, em Iguatu. Um vídeo registrado no local mostra o animal agonizando próximo ao acesso ao Bloco B, logo na entrada da instituição. A principal suspeita é de envenenamento.
O caso acontece poucos dias após uma estudante ter sido atacada por cães nas dependências do campus, episódio que motivou os Centros Acadêmicos cobrarem medidas para garantir a segurança da comunidade universitária. Apesar da proximidade entre os casos, o animal encontrado morto nesta quinta-feira não é o mesmo envolvido no ataque à estudante.
Integrantes da ONG Mães de Pet estiveram no campus logo após a ocorrência e acionaram a Delegacia Regional de Iguatu para registrar o caso. Na sexta-feira, 7, protetores independentes realizaram uma manifestação em frente ao campus, cobrando a apuração do caso e a adoção de medidas para proteger os animais e a comunidade acadêmica.
O secretário da Causa Animal de Iguatu, Roniele Souza, esteve no local da ocorrência, acompanhou o recolhimento do animal e também compareceu à Delegacia Regional para acompanhar o registro do caso. “Assim que fomos informados da situação, nos deslocamos ao campus para acompanhar a ocorrência e dar todo o suporte necessário. Também estivemos na Delegacia para que o caso fosse oficialmente comunicado. Se for confirmado o envenenamento, estamos diante de um crime, que precisa ser investigado com rigor para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados”, afirmou.

A protetora de animais Suelde Farias, que participou da manifestação realizada no campus, destacou que o episódio reforça a necessidade de buscar soluções responsáveis para a convivência com os animais. “Os protetores não aceitam que a violência seja tratada como solução. O controle da população de cães deve acontecer por meio de castração, acompanhamento veterinário e ações de adoção responsável. O envenenamento é um ato cruel e criminoso, e esperamos uma investigação rápida e transparente”, disse.
Causa da morte
O cão foi recolhido pela Secretaria da Causa Animal de Iguatu. Segundo o médico-veterinário Dr. Magnum Sampaio, responsável pelo acompanhamento da ocorrência, o animal passou por necropsia nesta sexta-feira, 8. O resultado sai em 30 dias, visto que a necropsia local não foi conclusiva e um suporte de outro estado foi acionado.
O exame deverá apontar a causa da morte e confirmar se houve, de fato, intoxicação ou envenenamento.
Após o ataque registrado contra uma estudante no campus, a Secretaria da Causa Animal realizou uma visita técnica à universidade para avaliar a situação dos animais que vivem na área. Durante a inspeção, foram identificados os pontos de maior circulação de cães e discutidas ações para reduzir os riscos de novos incidentes.

Entre as medidas previstas estão o levantamento da população de cães no campus, a ampliação das ações de castração e identificação dos animais, o acompanhamento veterinário e a elaboração de estratégias conjuntas com outros órgãos para o controle populacional. Segundo a secretaria, parte dos cães que vivem no local já passou por castração, vacinação antirrábica e vermifugação em ações promovidas pelo município.
O envenenamento de animais é crime previsto na legislação brasileira e pode resultar em pena de reclusão, além de multa. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado, e o caso será investigado pela Polícia Civil.



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