Mobilidade urbana: o novo desafio para Iguatu

29/11/2025

 

 

Nos últimos meses temos observado que a dificuldade de se deslocar na nossa cidade tem aumentado, dado ao grande número de veículos que ocasionam demora nos sinais, nas ruas muitas delas estreitas e de passagem para apenas um veículo, além da falta de uma educação de trânsito de alguns condutores, que desrespeitam faixas de pedestres, semáforos, entre outras sinalizações.

Embora o número de veículos tenha crescido de forma acelerada no nosso município, a cidade ainda apresenta basicamente a mesma estrutura que possuía há mais de três décadas, sem que nesse período se tenha investido em obras de mobilidade, que pudessem contribuir para viabilizar uma melhor circulação veicular, possibilitando desta forma um trânsito com melhor deslocamento e assim evitando os transtornos que ora nos deparamos no dia a dia.

Os horários mais críticos ocorrem no início das manhãs e no retorno meio dia, onde o fluxo de carros e motos aumentam consideravelmente. Dentre os locais com maior dificuldade de mobilidade estão o Alto do Jucá, Sinal do Sesc, Avenida Perimetral, Largo da Telha e proximidades da Rua 13 de maio, onde o trânsito se transforma em um espaço literalmente caótico.

O Alto do Jucá por fazer parte da rodovia que cruza a cidade certamente é o mais prejudicado, uma vez que é naquele cruzamento que habitantes de vários bairros (Fomento, Penha, Nova Cajazeiras, Cajazeiras, Chapadinha, Vila Neuma, Vila Moura, além daqueles de outras cidades) se encontram, onde se perde no mínimo 10 minutos aguardando para seguir o destino.

Dentre as obras previstas com aquele empréstimo milionário feito pela prefeitura, havia a previsão de construção de uma segunda ponte para melhorar o fluxo de veículo naquele espaço, o que em tese seria uma solução mas que nos parece  a exemplo de muitas outras obras para o bem da cidade, foi apenas uma mera ideia para a vinda dos recursos, que não esqueçamos até o presente momento nada de bom trouxe até o momento para a cidade e o povo, mesmo já tendo sido gasto algo em torno de cem milhões de reais.

Não devemos também esquecer que além de obras de mobilidade, é essencial que a gestão implante sem demora o transporte público coletivo, que certamente diminuiria o fluxo de veículos nas vias urbanas da cidade, decisão esta que há muitos anos já devia ter sido tomada, mas que não se sabe por que e nem em razão de quem não foi assumida pelas gestões deste sofrido município.

Bom final de semana!!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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