Moradores do conjunto Pe. Zé Marques resgataram uma cobra da espécie jiboia que estava fugindo de um incêndio no matagal de um terreno que fica próximo ao aglomerado de casas. A cobra de aproximadamente 2,5 metros não estava ferida e tentava fugir do fogo quando se aproximou das residências e foi vista pelos moradores.
Para evitar que o réptil fosse agredido ou sofresse algum dano, os próprios moradores o imobilizaram dentro de um saco e acionaram o Corpo de Bombeiros. Quando os agentes chegaram ao local, por volta das 19h30, a cobra foi levada para a sede da corporação, para em seguida ser solta em área de mata de preservação ambiental adequada à sua sobrevivência. Para evitar aproximação de curiosos ou perseguição, a corporação nunca divulga o local onde animais silvestres apreendidos em ocorrências e outras operações são soltos.
Os próprios moradores ficaram assustados com o fogo que queimou grande parte da vegetação da área de um terreno que fica ao lado do conjunto Pe. Zé Marques, praticamente de frente para a sede do novo Detran. Os moradores suspeitam que o fogo tenha sido um ato de vandalismo, de alguém que iniciou sinistro criminosamente.
Em contato com a corporação, a reportagem apurou que a cobra foi libertada em área de proteção ambiental na mesma noite do resgate. O Corpo de Bombeiros confirmou se tratar de uma cobra da espécie jiboia.

Saiba mais
Jiboia é o nome comum de uma espécie de serpente, cujo nome científico é Boa constrictor, pertencente à família Boidae. Esta espécie de cobra não tem veneno, pois não possui glândulas produtoras de toxinas nem dentes inoculadores (sua dentição é do tipo áglifa). Sua estratégia para capturar e matar as presas é a constrição, ou seja, ela se enrola no corpo da presa e aperta até impedir a circulação sanguínea ou a respiração. A jiboia pode crescer e na fase adulta atingir até três metros.
As jiboias são serpentes encontradas em várias regiões da América Central e América do Sul. No Brasil, é comum encontrar jiboias na Amazônia, na Mata Atlântica, no Cerrado, na Caatinga e no Pantanal.




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