Movimento nas ruas e comércio da cidade é normal

22/02/2020

Mesmo com a paralisação por parte da Polícia Militar no Ceará, ainda seguindo em curso, o movimento nas ruas do centro comercial de Iguatu segue normal. Na manhã de ontem, sexta-feira, 21, todas as lojas do centro abriram. Não houve registro de arrastão, furtos ou assaltos. Todavia, a sensação de muitos moradores é de insegurança.

“Eu sinto a falta da polícia aqui na rua. Todos os dias a gente via viatura rondando, policiais nas praças, andando a pé pelo comércio. Agora não. Estamos à mercê. A quem vamos pedir socorro? Só Deus para nos proteger nesse momento”, lamenta o vendedor Renildo Ricarte.

Em Iguatu, esposas, familiares, amigos e policiais de folga continuam acampados em frente ao 10º Batalhão da Polícia Militar. Até a manhã de ontem, sexta-feira, 21, o número de viaturas paradas aumentou para 18 com a chegada de veículos das companhias e dos destacamentos de outras cidades, além de três motos do Raio. Todos os veículos estão com pneus esvaziados, sendo que a maioria dos carros continuam estacionados no meio da Rua Adeodato Matos em frente à sede do 10º Batalhão Militar, no Bairro Flores, impedindo a saída de outras viaturas que estão no interior da unidade. Diante dessa situação a sensação de muitos moradores é de insegurança. “A gente percebe que eles estão lutando pelos direitos deles. Mas temos que tocar nossa vida. Vir ao centro, pagar contas, comprar o que precisamos, não podemos ficar refém do medo. Eu espero que o governador olhe pra eles e principalmente pra gente que pagamos nossos impostos e temos o direito de ter também segurança e bem preparada”, comentou a técnica em enfermagem Josefa da Silva.

O movimento nas ruas do centro comercial de Iguatu, segue normal

Comércio

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Iguatu, Dedé Duquesa, “ A gente fica com essa sensação mesmo de falta de segurança, receoso, mas esperamos que essa situação seja resolvida logo. Em Iguatu não temos Carnaval, mas é um evento que movimenta a cidade, o comércio por conta das festas das escolas, os bares, restaurantes, as famílias que acabam realizando algum evento particular, além dos hotéis e pousadas que aumentam o fluxo de clientes”, ressalta.

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