O combate ao ‘bullying’ no Brasil

22/08/2020

Luíza Neta (Estudante)

A série “13 Reasons Why”, dirigida por Bryan Yorkey, lançada em março de 2017 na Netflix, aborda temas como “bullying”, depressão, entre outros. Na série, a personagem Hannah Baker sofre vários episódios de agressão e assédio sexual no ambiente escolar que a levam a cometer suicídio. Fora da ficção, acontecimentos como esse são bastante presentes no Brasil. Sendo assim, o combate ao “bullying” é essencial no âmbito escolar e virtual.

Infelizmente, a desigualdade social é motivo que desencadeia para que pessoas sem condições financeiras, orientação sexual ou até por não ser popular na instituição sejam alvos do agressor. Desse modo, crianças e adolescentes sofrem violência física e psicológica que as levam a ter problemas como depressão, ansiedade, crise de pânico. Em consequência disso, elas podem se tornar pessoas propensas ao suicídio, pois, dificilmente, a vítima apresenta para os familiares ou autoridades o grau do problema.

Também ocorre o “cyberbullying” que é a realização de intimidação por meios virtuais, como Instagram, Facebook, entre outros. Segundo o Instituto Ipso, o Brasil tem o segundo maior índice de pais e mães que dizem que seus filhos já foram vítimas de opressão na internet.

Diante disso, indivíduos enfrentam muitas vezes exposição de foto, comentários maldosos, perseguições, e assim por diante. E ainda tem o famoso “cancelamento” que acontece devido a erros de famosos, e diante disso, as pessoas insultam, xingam e fazem discurso de ódio, que acabam se tornando um exemplo de importunação virtual.

Isso posto, torna-se evidente a extensão do problema e a necessidade de valorização que ele carece. Faz-se necessário que o Ministério da Educação promova a estimulação de costume nas escolas, por meio de atividades, palestras, projetos, com o objetivo de aproximar alunos e colocar a ‘Lei de Combate ao Bullying’ em ação.

E fundamental, ainda, que o Ministério das Comunicações garanta privacidade e segurança na internet, através de ferramentas que restrinjam comentários ofensivos. Enfim, o problema será minimizado e casos como o da Hannah Baker serão difíceis acontecer a partir dessas ações postas em prática.

*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

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