O Mercado imobiliário e suas novas exigências

26/04/2025

Nos últimos anos o mercado imobiliário tem percebido uma grande mudança nos seus clientes, que passaram a ser mais seletivo ao tipo de imóvel que tem procurado comprar.

Até pouco tempo era bastante comum  em loteamentos, o principal meio de expansão urbana atualmente nas cidades do interior, que se construíssem casas de três quartos, garagem, sala que tinha  um balcão  divisor com a cozinha e um pequeno quintal. Essa prática era tão  presente que na maioria das vezes em uma mesma rua quase todas as residências possuíam o mesmo modelo de construção.

O cenário vem mudando e está sendo necessário uma nova direção a ser tomada, uma vez que a maioria das casas nos modelos até pouco tempo construídas, não se voltava a atender novas demandas como casais sem filhos, pessoas solteiras que preferem casas menores e outras que abrem mão de alguns ambientes por maiores espaços de lazer no seu ambiente residencial.

Na nossa cidade já tem sido comum  a percepção dessa mudança, onde as casas em loteamentos que mais são vendidas  nos últimos lançamentos, são as de dois quartos que ofertam maior espaço com comodidade para os seus moradores.  A piscina mesmo que seja pequena,  tem se constituído  quase um item obrigatório seja na construção do imóvel  ou com o espaço reservado para edificação futura.  A diminuição de um ambiente quarto deu lugar ao deck com churrasqueira ou espaço para dois carros na garagem.

Outra grande mudança tem criado  uma demanda até então sem atendimento suficiente, foi a substituição  da procura pela casa para  locação por um  apartamento residencial com garagem, fruto principalmente da transformação da cidade de Iguatu em um  espaço de muitos cursos superiores, onde seus alunos que se instalam a cada ano na nossa cidade preferem esse tipo de acomodação.

Esse fenômeno tem criado a necessidade de se repensar inclusive a forma como se construía os famosos “sobrados” ou como queiram “apartamento sem garagem”, que perdem a cada dia espaço para edificações planejadas,  com aproveitamento de espaço e disponibilização de garagens que possam atender aos moradores possuidores de veículos.

Atualmente a cidade tem se revestido dessa nossa roupagem imobiliária, acompanhando desta forma as tendências dos grandes centros urbanos, que a cada dia necessitam de menores espaços para atender maior números de edificações, inclusive com a verticalização residencial que temos tanto cobrado para a nossa cidade, mas que depende não apenas da vontade dos investidores, mas sobretudo, de políticas públicas como saneamento básico da cidade com o tratamento dos esgotos urbanos.

Por fim,  o mercado imobiliário vem exigindo uma mudança de comportamento urgente, onde os empreendedores, investidores e construtores precisam entender que a sociedade vive em constante modificação, sendo necessário criar ferramentas que possibilitem atender essas demandas, oferecendo  maior comodidade e conforto aos moradores.

BOM FINAL DE SEMANA !!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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