O perigo da extrema esquerda

13/09/2025

‘‘Extremismos são engodos. Extrema Direita é fascismo, Extrema Esquerda é ditadura escravista comunista. Ambas privilegiam apenas algumas classes. A história já nos mostra seus genocídios.
Se o Universo não tem extremos, por que nós os devemos ter?’’ –  Leonia Oliveira

 

Há uma ilusão que costuma rondar os discursos políticos: a ideia de que basta clamar pela igualdade para que a justiça floresça. A extrema esquerda, ao longo do século XX, vendeu ao mundo a promessa de um paraíso terreno, onde o trabalhador seria rei, e a opressão, apenas memória. Contudo, na prática, essa utopia se transformou em pesadelo para milhões de pessoas.

Lênin, em 1917, conduziu a Revolução Russa com a bandeira da emancipação dos oprimidos. Mas o que veio logo depois não foi liberdade, e sim a implantação de um Estado que esmagava a individualidade, perseguia opositores e controlava até o pensamento. O sonho socialista se converteu em um regime onde quem ousasse discordar era silenciado, preso ou eliminado.

Stálin, seu sucessor, elevou esse modelo ao extremo. Sob sua mão de ferro, a União Soviética mergulhou em expurgos, fomes fabricadas e campos de trabalho forçado. O preço da “igualdade” foi pago com sangue: milhões de vidas ceifadas em nome de uma ideologia que não admitia desvio. A utopia tornou-se cárcere, e o cidadão, reduzido a peça de engrenagem.

Do outro lado do mundo, Mao Tsé-Tung seguiu a mesma trilha. Na China, seu “Grande Salto Adiante” e a Revolução Cultural levaram a fome, a destruição de tradições milenares e a perseguição a intelectuais. O sonho revolucionário virou catástrofe humanitária, responsável por uma das maiores tragédias do século XX.

Esses exemplos revelam um perigo que insiste em ressurgir: a crença de que um Estado centralizador e absoluto pode moldar a sociedade perfeita. A história mostrou o contrário: quanto mais o poder se concentra, mais sufoca o indivíduo.

A extrema esquerda, ao prometer igualdade total, acaba por gerar apenas opressão total. A lição é clara: não existe justiça onde não há liberdade, nem progresso onde a voz do cidadão é calada. O verdadeiro perigo não está em sonhar com um mundo melhor, mas em entregar a homens e partidos o poder ilimitado de definir o que é esse “melhor”.

Cauby Fernandes é contista, cronista, desenhista e acadêmico de História

 

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