Os riscos e as consequências da nomofobia

14/11/2020

Maria Kaylane Alexandre (Estudante)

Com o advento da Globalização, a sociedade está cada vez mais conectada e com acesso a um grande número de informações diariamente. Desde o primeiro acesso com aparelhos tecnológicos, nota-se uma mudança de hábito no dia a dia de cada indivíduo, facilitando a interatividade, mas também a dependência. Daí surge a nomofobia, transtorno caracterizado pelo medo irracional de ficar sem usar o telefone, seja por qualquer motivo. Tal dependência causa uma série de distúrbios, muitas vezes sendo necessária a ajuda de um profissional.

Sob essa perspectiva, nota-se aumento brusco na procura por celulares cada vez mais desenvolvidos, “smartphones”, os quais possibilitam maior conectividade entre pessoas, através de rede sociais como Facebook, WhatsApp, as quais chamam atenção de grande parte da população. E com a criação da “esfera virtual”, torna-se quase obrigatório e necessário o uso do celular. Consequentemente, há maior participação no mundo virtual, do que na realidade propriamente dita, desencadeando submissão ao telefone móvel. Dessa maneira, a nomofobia torna-se cada vez mais presente e muito pouco debatida, consumindo grande parte das pessoas, propiciando o enraizamento deste na sociedade, comprometendo gerações futuras, como jovens que desde cedo possuem celular, sendo mais oportuno para o vício.

Somando-se a isso, deve ser levado em conta que a nomofobia, nem sempre é vista como uma doença, resultando na demora para ser diagnosticada. Segundo a revista Time e Qualcomm, no Brasil, cerca de 58% das pessoas entrevistadas, afirmam que usam o celular a cada 30 minutos, e outros 10% a cada 10 minutos, o que é bastante preocupante, pois é elevado número de pessoas que sofrem com essa patologia, mas não têm conhecimento. Na maioria das vezes, essa compulsão por “smartphones” e “tablets” pode vir acompanhada de depressão, ansiedade, síndrome do pânico, entre outros sintomas, despertando ainda mais aflição.

Portanto, a nomofobia deve ser, com urgência, combatida. Sendo assim, o Ministério da Saúde precisa investir em pesquisas, juntamente com Associação Brasileira de Psiquiatria, a fim de combater a doença e descobrir métodos para seu controle. Torna-se importante também o diálogo em escolas, para garantir o conhecimento sobre como é a patologia e as consequências geradas por ela, de forma que conscientize os alunos e evite o uso exacerbado do aparelho celular, evitando também outros danos, como os sintomas citados acima.

*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

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