Prefeitura inicia “mutirão” de limpeza pública

17/05/2025

Desde o início da atual gestão toda a população da cidade de Iguatu estava ansiosa para que fosse iniciada uma grande limpeza dos espaços públicos em especial as suas vias urbanas e praças.

No início do ano iniciou-se uma tímida limpeza de praças e canteiros centrais, mas que em razão do volume de sujeira existente na cidade de fato foi uma ação paliativa que não entregou os resultados esperados.

Essa semana percebeu-se que a ação foi realizada com mais energia e planejamento, sendo iniciada com a colocação de piçarra na Avenida do Contorno, via que se encontrava totalmente abandonada e intransitável, embora ainda seja necessária uma capina em toda a sua extensão para retirada de matos no canteiro central e lateral.

Além dessa ação na Avenida do Contorno foi feita a retirada de mato em outras vias urbanas, capina em alguns bairros e em especial na região central da cidade.

Para a situação na qual a cidade se encontrava em relação à manutenção da limpeza pública, certamente ainda vai demorar um pouco para que possamos dizer que tudo foi resolvido, mas é inquestionável que já se percebe as melhorias dessa ação desencadeada pela prefeitura por meio de algumas secretarias.

Por outro lado, é necessário uma fiscalização atuante e vigilante para evitar que a população deposite lixo em espaços públicos, o que vem ocorrendo nos bairros oriundos de loteamentos onde é costumeiro depositar móveis velhos entre outros objetos nos espaços sem edificação, como nas áreas verdes não utilizadas e naquelas destinadas aos equipamentos públicos e que se encontram sem a devida ocupação e utilização.

Além disso, a câmara municipal através de seus vereadores precisa instituir o IPTU PROGRESSIVO, ferramenta utilizada para imóveis terrenos que não se faz a função social, ficando abandonados e sendo espaço de proliferação de sujeira e vegetação sem os devidos cuidados na sua manutenção. Com esse tipo de ferramenta o ente público desmotiva a prática de comprar um terreno e deixar por anos abandonado sem ser utilizado pelo seu proprietário.

Por fim, espera-se que a prefeitura possa continuar com essa ação em todos os bairros, possibilitando mais comodidade e qualidade de vida para os moradores, fazendo a limpeza necessária e evitando proliferação de insetos, doenças, lixo e trazendo de volta a beleza de uma cidade limpa e organizada para todos.

Bom fim de semana!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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