Com o encerramento da quadra chuvosa de 2026, compreendida entre os meses de fevereiro e maio, o principal reservatório de Iguatu, o açude Carlos Roberto Costa (Trussu), alcançou 95% de sua capacidade total. Embora o volume seja considerado satisfatório, o percentual ficou ligeiramente abaixo do melhor índice registrado no ano passado, quando o manancial atingiu 97% de armazenamento.
Os dados são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos – COGERH e demonstram que, apesar da boa recarga proporcionada pelas chuvas deste ano, o reservatório não conseguiu superar o desempenho de 2025. A diferença, no entanto, é pequena, de apenas dois pontos percentuais, mantendo o açude em uma situação considerada confortável para o abastecimento da região.
O açude Trussu desempenha papel estratégico para a segurança hídrica do Centro-Sul cearense. O reservatório abastece a sede urbana de Iguatu, grande parte da zona rural do município e ainda atende comunidades dos municípios vizinhos de Acopiara e Quixelô.
Mesmo com os bons níveis atuais, o açude permanece distante de um cenário de sangria. A última vez que o Trussu verteu foi em 2011, há 15 anos, quando registrou sua capacidade máxima e liberou excedente de água pelo sangradouro.

Indústria
A manutenção da reserva hídrica robusta ganha ainda mais importância diante das perspectivas de crescimento econômico da região. Nos próximos anos, a demanda por água deverá aumentar com a instalação da unidade industrial da Masterboi em Iguatu. A disponibilidade hídrica foi um dos fatores decisivos para viabilizar a implantação do empreendimento no município.
Como parte da estrutura necessária para atender à futura indústria, está prevista a construção de uma adutora que garantirá o fornecimento de água até a unidade fabril. A obra integra o conjunto de ações articuladas pelo poder público e órgãos de gestão hídrica para assegurar que o crescimento econômico ocorra sem comprometer o abastecimento humano e as demais atividades produtivas da região.



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