Com seus repertórios variados e suas vozes potentes, lá estão eles no ruge-ruge da cidade cantarolando e interagindo com o público, simplesmente. São eles, os artistas de rua, carismáticos, talentosos e criativos. Sim, porque não é fácil cantar no chão, sem palco, sem luz, nem produção, enquanto a plateia vai e vem apressada. Mesmo assim um e outro ainda passam e vibram com a música deles.
O multimídia Bruno Santos é um artista eclético: canta, toca instrumento, sonoriza e até dirige o carro com o reboque de som para as ocasiões. Foi Bruno que a reportagem encontrou na rua cantando. Em outros momentos ele está dirigindo o carro com reboque fazendo publicidade volante, em outras ocasiões está montando equipamento para sonorizar evento. Uma agenda intensa, mas interativa, produtiva e que atende a quem solicita seus serviços.
Esta semana Bruno estava cantando na Av. Agenor Araújo, num evento inaugural. Ali mesmo na calçada, ele e o parceiro de trabalho Márcio Viana se revezavam entre o repertório e o instrumento e fizeram o show, numa apresentação em dois turnos, manhã e tarde. Mais do que ser eclético, o artista de rua precisa oferecer muito, tendo pouco recurso técnico. É ele mesmo, o próprio artista, quem produz, prepara o repertório, ensaia e vai para rua.
No caso da dupla Márcio e Bruno Santos, eles usaram um microfone, uma caixa amplificada e um violão. O resto era por conta do público que vibrava, cantava junto, batia palmas a cada acorde, cada nota tirada do instrumento e a cada letra do repertório que incluiu românticas, pop rock, MPB, sertanejas e muita sofrença.
Cantar na rua, na adversidade do dia é desafio para qualquer artista. As apresentações geralmente são durante o dia em porta de loja ou sobre equipamentos móveis. Os repertórios têm que ser variados e atuais, mas entre um acorde e outro, um pouco de música saudosa também agrada os ouvidos dos transeuntes.




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