Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto encerra evento da escola Modelo

08/11/2025

O projeto cultural “As Histórias que não foram contadas”, desenvolvido há sete anos pela escola Modelo, incentiva estudo, pesquisas e homenagens às pessoas que ao longo do tempo contribuíram e constroem a história da escola e da família, pelos alunos da educação infantil ao segundo ano do ensino médio. A iniciativa se consolidou como um importante evento que busca manter vivas muitas histórias que ainda não foram contadas, como o próprio nome diz, são pessoas anônimas ou não, mas que têm suas histórias de vida pesquisadas e repassadas ao público pelos próprios alunos.

Para a direção da escola, os alunos e suas famílias consolidaram lembranças sempre presentes na memória. No encerramento, o público presente teve a oportunidade de assistir à apresentação da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, do Crato. “Sempre um grande orgulho falar sobre cultura. Este ano como sempre os homenageados, pessoas com histórias belíssimas, os meninos realmente estudaram para falar sobre essas histórias que ficam em nossa comunidade para todo o sempre. A ideia de trazer essa apresentação para Iguatu foi uma forma também de homenagear o escritor iguatuense Pablo Costa. Pablo não pôde estar conosco aqui porque está fazendo doutorado no Rio de Janeiro. Ele escreveu um livro dedicado à história dos irmãos Aniceto, “Como os índios dançam”. Nada mais justo que trazer os Irmãos Aniceto para receber esse livro autografado pelo autor. Foi o encerramento, assim, numa festa bonita e uma festa acima de tudo cultural, desde o pequenino do baby ao aluno do 2º ano do Ensino Médio”, disse agradecido Elder Costa, professor e diretor da escola Modelo.

205 anos

O grupo cultural fundado em 1815 por José Lourenço da Silva, conhecido como Aniceto, descendente dos povos indígenas Kariris. O legado cultural é mantido até hoje por seus descendentes, estando já na sétima geração de músicos. “Essa apresentação para nós foi de uma grande satisfação por esta aqui em Iguatu e trazer um pouco da nossa história, poder representar nossa história para essa geração nova, isso é uma coisa muito linda. Nós estamos aqui também continuando nossa cultura. Foi uma honra poder trazer nossa cultura que vem da roça, somos agricultores, nossos antepassados eram agricultores e começaram essa brincadeira há 205 anos”, disse Adriano Aniceto, atual mestre do grupo cabaçal.

Os Aniceto são considerados patrimônio vivo da cultura cearense. Nascida no Cariri, a banda mantém viva a história e a música tradicional daquela região. Os Irmãos Aniceto são conhecidos mundialmente carregam através da música e da dança as raízes nordestinas, o grupo tem como instrumentos: pífanos, zabumba, caixa e pratos, não catam, mas a musicalidade é transformada em poesia pelos jeitos e trejeitos de dançaram, tradição essa que atravessa gerações. A terreirada na escola foi uma forma de reverenciar a tradição popular e agradecer pela existência do grupo. “Apresentamos aqui uma parte do que a gente faz nos nossos espetáculos. É um show grande. Raimundo, Cícero, João, eles já partiram. Adriano é um dos mais velhos do grupo novo formado por filhos, netos, sobrinhos. Já estamos chegando já à sexta geração. Estudamos a roça, nossa vida é a roça, os pássaros, os animais, a natureza”, ressaltou Adriano Aniceto, dizendo que a banda traz a ancestralidade dos índios Kariris.

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