Biblioteca Francisco Italo Nunes participa da programação da Rede de Contadores e Contadoras de Histórias do Ceará

28/03/2026

Está marcada para terça-feira, 31, a apresentação ‘Ciranda Cirandinha’ com Carlê Rodrigues e Kelys Almeida, na Biblioteca Comunitária Francisco Italo Nunes, na Vila Neuma, dentro da programação ‘Maratona de Contação de Histórias’, que acontece de 14 a 31, em várias cidades cearenses, pela Rede de Contadores e Contadoras de Histórias do Ceará.

O evento conta com o apoio cultural do Instituto Dragão do Mar e da Biblioteca Estadual do Ceará – BECE e da Secretaria de Cultura – Secult-CE). “Estamos muito felizes com essa programação especial desenvolvida nesse mês de março, dedicada às mulheres. Hoje, sábado, teremos uma palestra sobre a saúde da mulher, apresentações artísticas com artistas da nossa comunidade e parcerias. Fechando a programação, no dia 31, recebemos aqui Carlê e Kelys, fazendo essa programação mais que especial, duas mulheres fortes que fazem parte da nossa cultura. Estamos ansiosos para esse momento, para essa apresentação”, pontuou Marciana Lopes, diretora da Biblioteca Francisco Italo Nunes.

Durante esse mês, a Rede de Contadores e Contadoras de Histórias do Ceará realiza, mais uma edição da ‘Maratona de Contação de Histórias’, a programação cultural acontece de maneira itinerante levando narrativas e tradição oral a diversas regiões cearense.

O projeto acontece em alusão ao Dia do Contador de Histórias, 20 de março. A programação foi elaborada entre os dias 14 a 31, com atividades em bibliotecas, escolas e centros culturais, por meio de parcerias institucionais. “Essa programação, a Rede de Contadores faz todo ano em parceria com instituições em que o pessoal é cadastrado, tipo SESC e CBNBC. Em cada lugar uma parceria, porque acontece em várias cidades do Ceará. Em Iguatu, a programação vai acontecer na Biblioteca Comunitária Francisco Ítalo Nunes, na Vila Neuma. Isso reafirma a importância dos espaços comunitários como territórios de acesso à leitura, à cultura e à oralidade. Eu e Kelys Almeida vamos apresentar o espetáculo Ciranda Cirandinha, de contação de histórias”, destacou Carlê Rodrigues.

A atividade integra a parceria com a Biblioteca Estadual do Ceará – BECE, fortalecendo a rede de circulação cultural no estado. As sessões reúnem narradores e narradoras de diferentes trajetórias — entre artistas, educadores e mediadores de leitura. “Convidamos o público a vivenciar experiências de escuta, imaginação e encontro com as histórias.”

A maratona reflete o trabalho contínuo da Rede de Contadores e Contadoras de Histórias do Ceará, que atua na articulação do setor, na formação de narradores e na valorização da contação de histórias como expressão cultural e educativa fundamental. A programação completa pode ser acompanhada nos canais oficiais da Rede. @rededecontaresdehistorias_ce

Perfis

Carlê Rodrigues é contadora de histórias há 15 anos, natural do município de Iguatu (CE), e integra a Rede de Contadores e Contadoras de Histórias do Ceará há cerca de seis anos. “Participar da maratona é, para mim, uma experiência de fortalecimento coletivo e de valorização dos narradores da região Centro-Sul, que também constroem esse movimento dentro da Rede. Esse circuito me permite estreitar laços com as comunidades e contribuir para que mais pessoas compreendam a importância do contador e da contadora de histórias. Também é um espaço de diálogo e aprendizado, onde consigo refletir sobre os diferentes contextos em que atuamos. Acredito que contar histórias vai muito além do lúdico: é também um ato político, que fortalece as culturas, valoriza as tradições e mantém vivas as histórias e memórias do nosso povo”.

Kelys Almeida é musicista e, em 2026, teve a oportunidade de participar pela primeira vez de uma ação da Rede de Contadores e Contadoras de Histórias do Ceará. “Também estive no I Seminário de Formação, Pesquisa e Política Cultural da Rede, o que ampliou muito meu olhar sobre esse campo de atuação. Tem sido uma experiência nova e muito significativa estar nesses espaços e, principalmente, dentro das comunidades, acompanhando a contação de histórias. A musicalidade nesse contexto ainda é algo recente para mim, mas vem se mostrando um elemento muito potente, que dialoga diretamente com minhas vivências e com o meu fazer artístico. Participar dessas ações tem sido algo muito valioso, tanto no aspecto profissional quanto pessoal, fortalecendo meu entendimento sobre a arte, a cultura e a importância da contação de histórias”.

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