Feira Eco Cultural incentiva agricultura familiar, arte e tradições em Iguatu

04/04/2026

Com a realização da Feira Eco Cultural, expositores que participaram da primeira edição se mostraram animados e satisfeitos com os resultados, assim também os organizadores. A ação teve a primeira edição nesta quinta-feira, 2, e deve acontecer inicialmente pelo menos a cada quinze dias, na Praça Gonçalves de Carvalho (Praça da Caixa), no centro de Iguatu.

O evento contou com a participação de agricultores familiares, pequenos produtores e artesãos. Mas a ideia é envolver mais ações educativas e culturais com o envolvimento da produção cultural local. “A ideia é ser um dia inteiro de movimentação aqui na praça da Caixa. Além da exposição dos que é produzido queremos também trazer para esse evento, diversão, cultura e as mais diversas artes”, ressaltou Dauyzio Alves, biólogo e idealizador do evento, juntamente com o apicultor Crisóstomo Nogueira. A ideia é que a feira aconteça durante todo o dia, entrando pela noite, até mesmo com shows artísticos e até exibição de filmes também produzidos por aqui.

Uma das estratégias é incentivar o desenvolvimento socioeconômico dos participantes ajudando na visibilidade e consequentemente comercialização do que é produzido por eles mesmos, além de instigar na população a prática do desenvolvimento sustentável. “A agricultura familiar, o artesanato e a produção cultural local desempenham papel estratégico no desenvolvimento socioeconômico de Iguatu. No entanto, esses segmentos enfrentam dificuldades estruturais de comercialização e visibilidade, agravadas pela concorrência com produtos industrializados e pela ausência de políticas permanentes de incentivo. As feiras livres tradicionais, historicamente espaços de comercialização da produção local, passaram por um processo de descaracterização, reduzindo significativamente a presença de produtos oriundos do território. Diante desse contexto, propomos a Feira Eco Cultural, que surge como uma estratégia de fortalecimento da economia local, promovendo geração de renda para produtores e artistas”, ressaltou Dauyzio, afirmando também o incentivo ao consumo de produtos locais e sustentáveis; valorização da cultura e identidade regional e a ocupação qualificada de espaços públicos.

 

Desenvolvimento sustentável

O projeto foi desenvolvido alinhado com diretrizes de desenvolvimento sustentável, economia criativa e políticas de fortalecimento da agricultura familiar. O nome da feira remete justamente a “Eco”, a forma como esses produtos são produzidos, de forma mais ecológica e sustentável, e ao mesmo tempo de “ecoar” as vozes e necessidades dos produtores e produtoras locais. Já o “Cultural” vem da intenção de promover a cultura, em suas diversas expressões, pois ao mesmo tempo que a feira acontece, estão acontecendo apresentações musicais, mostra de fotografia, exibição de filmes e outras tantas manifestações, que serão ao mesmo tempo, um atrativo e uma atividade em si. Por isso: “Feira Eco Cultural”. “A nossa ideia é promover um espaço estruturado e contínuo dessa comercialização e valorização do que a gente produz e das manifestações culturais da nossa cidade. Eu sou apicultor e vejo como necessário esse espaço para trazer o que produzo, assim como tem aquele que tem plantas ornamentais, frutíferas, medicinais, tem o queijo, o mel, o artesanato. A rapadura, a cachacinha. E não só Iguatu, mas também convidamos outros agricultores e produtores de outras cidades da região”, destacou Crisóstomo Nogueira, que também se mostrou empolgado com a primeira edição.

Apoio e parcerias

Tem mais uma feira marcada para quinta-feira, 30, no final do mês. O evento conta com a apoio das secretarias da Cultura e do Turismo e do Desenvolvimento Agrário de Iguatu.  A continuidade da Feira Eco Cultural será garantida por meio da geração de renda para os feirantes e artistas participantes, além disso, o fortalecimento da organização dos feirantes é fundamental para a continuidade da feira, assim como as parcerias institucionais, que podem se tornar permanentes e colaborar com a ampliação da iniciativa.

Com a consolidação da feira, a iniciativa pode se tornar uma política pública municipal, garantindo a efetivação e continuidade da feira. “Muito louvável essa iniciativa que partiu dos próprios produtores, artesão e agricultores, inicialmente estamos com esse apoio, mas a ideia é que eles caminhem por conta própria. Entramos com o apoio logístico e cultural, através da gestão municipal e esperamos também que a população valorize e venha fortalecer essa cadeia produtiva da nossa economia criativa local”, afirmou Honório Barbosa, secretário da Cultura e do Turismo de Iguatu.

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