Os consumidores de todas as classes socioeconômicas de Iguatu visitam pelo menos uma vez ao ano a feira livre, localizada na Av. Agenor Araújo, nas imediações do Mercado Central. O objetivo da visita: adquirir os produtos para a Semana Santa.
Para os consumidores, a justificativa é que lá é possível encontrar tudo que vão precisar, incluindo os temperos secos à base de ervas, vegetais fresquinhos, queijo, manteiga da terra, feijão-verde, milho-verde, quiabo, pequi, tomate, cebola, alho, jerimum.
De todos os produtos, o mais procurado ainda é o pescado. Em três locais da feira livre a reportagem encontrou as maiores concentrações de pessoas: em quiosques e bancadas de venda de peixes. Todos querendo garantir o peixe do almoço da quinta e sexta-feira. Os feirantes, tradicionalmente, majoram os preços sob alegação de que também compram com aumento dos fornecedores, mas não há comprovação deste fato. Todo pescado (tilápia) comercializado nos pontos comerciais da feira livre é de produções locais, de cativeiro.
O não consumo das carnes bovina, suína, ave, e de outros animais, naturalmente estimula a procura pelo peixe e seus derivados.
Nesta sexta-feira, 3, ainda foi intenso o fluxo de pessoas na Av. Agenor Araújo em busca de peixe e outros produtos. A procura pelo pescado foi tão alta que o produto acabou cedo. Muitos consumidores não conseguiram adquirir o produto. Quem deixou para última hora teve que improvisar o cardápio do almoço.

Infraestrutura
Os feirantes que comercializam pescados, verduras, vegetais, frutas, queijos, ervas e outros itens e ocupavam uma faixa no próprio passeio público estão acomodados num espaço construído pela prefeitura, em boxes reservados debaixo de uma cobertura de metal, protegidos do sol e da chuva. O local onde eles ficavam anteriormente foi reorganizado em vagas para estacionamento. Os feirantes que comercializam em barracas em frente ao Mercado Público, esses permanecem no mesmo local.
A clientela ouvida pela reportagem aprova as mudanças e defende também organização para as barracas em frente ao mercado e na parte de trás. “Não se trata de tirar o emprego deles, mas sim de organizá-los em local adequado, como foi feito ali perto do Lago da Telha, argumentou a autônoma Eugênia Gomes Mota, 38.
Os feirantes que antes estava ocupando a passagem da Rua Eduardo Lavor, entre Agenor Araújo e Deocleciano Bezerra, foram alocados nas duas laterais do espaço e o trecho, antes fechado pelas barracas, foi reaberto para o fluxo de veículos, com acesso à Deocleciano Bezerra.




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