Uma operação da Polícia Civil do Ceará resultou na localização da maior plantação de maconha já encontrada no estado nos últimos anos. A ação foi realizada nesta quinta-feira, 25, na zona rural de Acopiara, no Sítio Panelas, onde os investigadores localizaram aproximadamente 290 mil pés de maconha cultivados em uma área de cerca de três hectares, equivalente a quatro campos de futebol.
A ofensiva mobilizou equipes da Delegacia Regional de Iguatu, da Delegacia de Polícia Civil de Acopiara, da 4ª Seccional do Interior Sul (Iguatu) e do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul (DPJI Sul). Diante da dimensão da ocorrência, forças de segurança do Estado também foram deslocadas para dar apoio à operação.
Durante as diligências, os policiais encontraram aproximadamente 160 mil pés da planta ainda em fase de cultivo e outros 130 mil pés já colhidos, totalizando uma estimativa de cinco toneladas de maconha.
As investigações apontam que cerca de 15 pessoas trabalhavam no cultivo da droga. No local foram encontrados acampamentos improvisados utilizados pelos suspeitos, além de utensílios domésticos e uma panela de feijão ainda sobre o fogo, indicando que o grupo abandonou a área às pressas ao perceber a aproximação das equipes policiais.
Para dimensionar a extensão da plantação, a Polícia Civil utilizou drones e aeronaves que sobrevoaram a região durante a operação.
Os suspeitos conseguiram fugir antes da chegada dos agentes e seguem sendo procurados. Parte da plantação foi destruída e incinerada ainda no local, conforme os protocolos adotados pela Polícia Civil.
Nesta sexta-feira, 26, novas equipes retornaram ao Sítio Panelas para realizar o levantamento fotográfico da área e providenciar o recolhimento do material apreendido, que será incorporado às investigações.

Esquema sofisticado
Além da dimensão da plantação, outro fator que chamou a atenção dos investigadores foi a estrutura montada para a produção da droga. No local, os policiais encontraram áreas cobertas utilizadas como estufas, destinadas ao cultivo e secagem da maconha, além de um esquema considerado sofisticado para o beneficiamento da produção. Também foram apreendidas máquinas e equipamentos empregados nas etapas de colheita, secagem, preparação e separação da droga, permitindo o processamento em diferentes fases antes da distribuição. Parte dos equipamentos era de fabricação importada, indicando um alto nível de investimento na estrutura criminosa e um modelo de produção em escala industrial.
Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam com o objetivo de identificar e localizar todos os envolvidos na estrutura criminosa responsável pelo cultivo da droga, considerada a maior já descoberta no Ceará.



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