A falta de verticalização imobiliária e suas consequências na cidade de Iguatu

14/02/2025

Embora a cidade de Iguatu nos últimos anos tenha crescido de forma acelerada,  no que se refere aqui a sua expansão urbana, infelizmente ainda necessitamos que esse crescimento possa atender um maior número de pessoas, concentradas em um menor espaço territorial, o que somente se vislumbra a partir da instalação de uma verticalização imobiliária, por meio de condomínios de apartamentos que se concretiza  no mínimo  a partir de blocos de 03 pavimentos, como ocorre por exemplo em cidades como Campina Grande/PB, Imperatriz/MA, Patos/PB, as quais atendem a chegada de inúmeros alunos de cursos superiores todos os anos.

Para tanto, existe a necessidade de uma preparação do município para essa expansão, ou seja, é necessário que se invista em infraestrutura como é o caso em especial do saneamento básico, que infelizmente a nossa cidade nos últimos anos não conseguiu avançar.

A ausência da verticalização imobiliária gera entre outras situações, uma oferta de imóveis muito menor que a demanda existente, o que de fato já é realidade no Iguatu onde o mercado imobiliário não atende às demandas, em especial voltadas às locações residenciais.

Com a ausência de infraestrutura básica para a implantação desse tipo de moradia, perdemos a oportunidade de receber grandes empresas incorporadoras imobiliárias, que poderiam investir na nossa cidade como ocorre nas aqui citadas, gerando desta forma desenvolvimento urbano e avanços na cadeia da construção civil gerando emprego, aquisição de materiais de construção, arrecadação tributária com a compra de materiais e criação de IPTUS, licenças de construção, além do desenvolvimento do comércio local  pela circulação de dinheiro decorrente de todo esse processo.

É preciso entendermos que nenhuma cidade se desenvolve com ações tímidas, com o medo do gestor de assumir riscos, de ser empreendedor, de encorajar e fazer as pessoas acreditarem em seus compromissos de avanços.

Esse tem sido certamente o maior desafio daqueles gestores que querem fazer diferente, e nessa seara de implantação e expansão da verticalização imobiliária nas cidades, é necessário um plano estratégico onde prioridades devem ser eleitas,  para que tornem-se não apenas plano de governo mas sim plano de governança, onde os futuros gestores possam dar continuidade aos projetos construídos a partir da união de todos, em benefício de avanços que se darão de forma continuada, planejada e voltados para as metas atribuídas em tempos pretéritos, mas que possuem na continuidade uma responsabilidade com todos os munícipes, e os desafios que deverão ser superados dia a dia.

Bom fim de semana!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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