A importância da CIP na manutenção das vias e logradouros urbanos

08/02/2025

A Contribuição de Iluminação Pública (CIP) foi criada para subsidiar a iluminação pública de ruas, praças e outros espaços públicos. A sua cobrança ocorre em todas as contas de energia, que logo em seguida é repassada para as prefeituras. Não existe um valor determinado para o seu custo, uma vez que ele pode variar de acordo com o consumo de energia do usuário.

Essa semana o assunto mais comentado na cidade de Iguatu foi a decisão do prefeito municipal que destinou 30% da arrecadação com essa contribuição para serem gastos com outras despesas, causando um certo temor nos munícipes que essa medida possa piorar a situação das vias urbanas, que estão com diversas luzes queimadas e até o momento sem manutenção, dado à situação recebida pelo atual gestor.

Alguns internautas e usuários daquela rede até tentaram insinuar que essa medida traria aumento na energia, o que foi devidamente negado e a própria legislação não permite essa majoração.

Não resta dúvida que essa medida é preocupante, uma vez que existem só na avenida do contorno do trecho da delegacia de polícia até o giradouro da estrada do baú (contagem feito por este colunista), o total de 75 lâmpadas queimadas sendo que até o momento não se vislumbra a reposição, causando grande escuridão naquele trecho que liga diversos bairros como Cohab, Verde Park, Primavera, entre outros, que os seus moradores utilizam a via para se deslocarem.

Essa situação da CIP nos remete aos recursos arrecadados com o IPTU, que há muito tempo defendemos aqui nesse espaço que seja integralmente utilizado nas vias urbanas, o que de fato nunca foi levado a efeito pelas gestões anteriores, podendo ser esse o motivo da grande inadimplência atualmente, por conta de que os contribuintes não acreditam que pagando o imposto a sua rua terá o zelo e cuidado que ele espera.

Não sabemos ainda se essa medida da CIP é temporária ou definitiva, mas esperamos que a gestão pública tenha feito as contas direitinho, uma vez que a cidade terminou o ano passado em completo abandono, existindo desta forma uma grande expectativa de que diversas ações urgentes possam restabelecer a conservação das vias urbanas com limpeza, manutenção e os cuidados necessários, propiciando aos que transitam nesses espaços segurança, comodidade e sobretudo orgulho de morar na capital do centro sul do Ceará.

Bom fim de semana!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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