Crise no comércio: mitos ou verdades

19/09/2026

 

 

Na nossa coluna da semana passada falamos aqui sobre a crise no comércio e seus mitos, sentimento que temos ouvido não de hoje, mas que vem sendo relatado pelos comerciantes desde tempos pretéritos.

Mas a pergunta que nos vem sempre é “o que tem sido feito para o enfrentamento desta citada “crise comercial”? A resposta é um soante NADA!

O comércio de nossa cidade tem alguns pontos de ebulição como dia das mulheres, das mães, dos pais, natal e somente isso. O que mudou nos últimos dez anos em campanhas, procedimentos, visibilidade comercial? NADA

Em poucos dias iniciaremos a campanha natalina, mais uma vez a mesma prática de colar o cartaz nas paredes com a foto do bom velhinho, concorrer a cupom para sorteio quando da realização de compras mostrando NADA de novo.

Infelizmente ainda temos um grande obstáculo a ultrapassar que é a mania do “sempre foi assim”, e desta forma a cada dia esse pensamento descabido e caduco de oportunidades continua permeando o comércio local.

Em tempos atrás sugeri aqui ainda na gestão anterior, a realização de um “cinturão comercial “com a criação de uma zona de trânsito livre nos dias de sexta e sábado, onde a região das Ruas Floriano Peixoto, Epitácio Pessoa e Agenor Araújo bem como as transversais como Santos Dumont, Adahil Barreto, Cesar Magalhães, entre outras, fossem fechadas para trânsito de veículos. Com essa prática o cliente teria um incentivo de visitar o centro, abandonar o medo de ser atropelado, bem como não ter a necessidade de andar somente nas calçadas (procedimento hoje quase impossível por conta dos ambulantes que se apropriaram daquelas sem nenhum impedimento das gestões).

Os portais de vendas pela internet oferecem além do preço, comodidade, segurança e conforto para que o cliente realize suas compras. A maior crise comercial está na forma de agir, de enfrentar os problemas oferecendo soluções, além de ter coragem de tomar medidas que possibilitem às pessoas, voltarem a frequentar o centro comercial o que hoje tem sido uma prática cada dia mais difícil.

Enquanto reclamamos da citada crise e de seus prováveis causadores, as empresas de compras digitais comemoram as vendas e as metas “batidas” mês a mês, ganhando espaço deixado pelos comerciantes de lojas físicas.

O Natal já se avizinha e as lojas virtuais estão se preparando, enquanto continuamos a reclamar de alguém, do sistema, da economia, só não fazemos críticas a quem deveria estar enfrentando de forma diferente cada etapa no comércio que vivemos: Nós mesmos e a nossa teoria do “sempre foi assim”.

Estamos a cada dia passando do tempo de juntar as representações de lojistas, comercio, empregados, gestores públicos, entidades e “IDEIAS” para que possamos ser diferentes, mostrando que a crise tão badalada pode estar ou sendo iniciada dentro de cada comerciante pelo fato de continuar inerte todos os dias.

Bom fim de semana!

 

 

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