Decreto exonera comissionados e corta contratos temporários na Prefeitura de Iguatu

09/05/2026

A Prefeitura de Iguatu publicou na última quarta-feira, 6, o Decreto nº 019/2026, assinado pelo prefeito Roberto Filho (PSDB), que estabelece conjunto de medidas de contenção de despesas e reestruturação administrativa no município.

Entre as determinações estão a exoneração de ocupantes de cargos comissionados, a rescisão de contratos temporários e a suspensão de gratificações e vantagens de caráter transitório. O decreto mantém apenas secretários municipais e ordenadores de despesa como funções essenciais para garantir a continuidade dos serviços administrativos.

Segundo o decreto, as ações têm como objetivo reduzir a folha de pagamento, adequar o município aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e preservar o equilíbrio financeiro da gestão pública.

Questionada sobre especulações que circularam na imprensa sobre possível relação das medidas com supostos servidores fantasmas, a gestão municipal negou qualquer associação direta com esse tipo de situação. A administração afirmou que ações de controle e fiscalização vêm sendo realizadas desde o ano passado.

A Prefeitura informou ainda que, no início de 2025, foi realizado um recadastramento de servidores como parte de um processo de reorganização administrativa e aprimoramento da gestão da folha de pagamento.

Apesar do alcance do decreto, até o momento a Prefeitura não informou o número total de cargos e contratos atingidos pelas medidas previstas na nova reestruturação administrativa.

Nota

Em nota, a Prefeitura Municipal de Iguatu afirmou que a medida tem como foco a redução de despesas e a otimização dos recursos públicos, garantindo que os serviços essenciais continuarão funcionando normalmente, sem prejuízo à população.

O município aponta ainda uma pressão financeira acumulada ao longo de anos, atribuída a gestões anteriores. Segundo a administração, no último ano foram pagos cerca de R$ 50 milhões em precatórios, salários atrasados e outras obrigações, além de bloqueios judiciais.

A gestão acrescenta que, em 2025, foram identificadas dívidas que se aproximam de R$ 500 milhões, o que tem impactado diretamente a capacidade de investimento da cidade.

Desde o início da atual administração, segundo a nota, vêm sendo adotadas medidas de ajuste com o objetivo de reorganizar as contas públicas e conter despesas.

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