IPTU progressivo

01/10/2022

O Imposto Predial e Territorial Urbano, cuja cobrança é de responsabilidade do ente público municipal (Prefeitura), tem base legal nos artigos 156 e 182 da nossa Constituição Federal, os quais autorizam a aplicação de alíquotas progressivas do referido imposto. A propriedade tem a função social e quando isso não ocorre, a sociedade é prejudicada quando as terras ou imóveis edificados, encontram-se sem utilidade não tendo desta forma a sua função que se espera.

O objetivo da medida é penalizar os proprietários que mantém imóveis fechados, ou terrenos que por sua situação de não uso, acaba por dificultar o desenvolvimento urbano, não oportunizando o adequado destino à propriedade, e assim não cumpre a função daquela conforme preceitua a Constituição.

Na nossa cidade de Iguatu no Estado do Ceará, nós temos diversos exemplos de imóveis que, no momento, não estão cumprindo a sua função social como determina a lei. Nessa seara podemos encontrar terrenos (muitos sem muros e servindo de depósito de lixo), terrenos murados sem uso, casas fechadas, entre outros. Em algumas cidades do Brasil  o poder legislativo tem criado leis municipais, conforme determina a carta magna, para aplicar alíquotas progressivas para esses tipos de imóveis, que acabam por pressionar  os seus proprietários a adotarem procedimentos, no sentido de darem aos mesmo a sua função esperada pela sociedade, e desta forma contribuir para o desenvolvimento urbano da cidade, com a possibilidade de edificação de casas, prédios comerciais e demais edificações, mudando a situação que se encontra aquele imóvel, gerando emprego e renda, criando oportunidade de moradias e desenvolvimento social da região.

O IPTU progressivo é uma ferramenta bastante utilizada nas cidades que têm compromisso com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), que fazem parte da agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), que é um plano global para atingirmos em 2030 um mundo melhor para todos os povos e nações,  em especial o ODS 11 (cidades e comunidades sustentável), que visa o acesso de todos à habitação segura, adequada e a preço acessível, aos serviços básicos e a urbanização de favelas, possibilitando sustentabilidade, desenvolvimento social, econômico e maior qualidade de vida aos moradores das cidades.

Até breve!

MAIS Notícias

Maria Isabelle Marcelino Matias*   A minissérie “Emergência Radioativa”, produzida por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra, está disponível na plataforma de streaming Netflix. A produção dramatiza o acidente com césio-137 em Goiânia (1987), com foco...

Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática
Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática

    “Meu pai não aprova o que eu faço, tampouco eu aprovo o filho que ele fez.”   Há frases que parecem nascer de uma conversa íntima, talvez de uma mesa de jantar, de uma adolescência inquieta ou de uma casa onde duas gerações se olham sem conseguir...

Competências socioemocionais: a base para aprender
Competências socioemocionais: a base para aprender

Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *