
As obras de duplicação da CE-282, rodovia que liga Iguatu a Icó, deixam pelo menos 9 bairros de Iguatu sem água. As obras autorizadas pelo Governo do Estado, através da SOP-Superintendência de Obras Públicas, estão sendo executadas pela empresa COSAMPA Construções. Os serviços foram iniciados em julho deste ano e na fase atual quando os serviços alcançaram a área da saída de Iguatu, após a ponte Demócrito Rocha, começaram os problemas.
Por causa das escavações e remoção de materiais para colocação de concretagem para ampliação da pista de rolamentos, os problemas começaram a surgir, já que esses serviços estão sendo executados no mesmo local por onde passa a tubulação de água que abastece as comunidades.
Bairros como Chapadinha, Vila Neuma, Vila Moura, São Gabriel, Cajazeiras, Nova Cajazeiras, Juazeirinho, Poço Comprido e Araras tiveram o fornecimento de água suspenso, por causa das intervenções da obra. Moradores dessas localidades reclamaram e teceram críticas à autarquia municipal por causa do impacto gerado na vida das famílias com a falta d’água. As famílias que têm criança e idosos acamados foram as mais afetadas.
Nesta sexta-feira, 6, houve entendimento entre o SAAE-Serviço Autônomo de Água e Esgoto e a empresa COSAMPA Construções para que os serviços da obra fossem suspensos temporariamente durante o final de semana permitindo a autarquia religar os motores para abastecer as comunidades. O comunicado do abastecimento foi feito pelo próprio SAAE, através de nota oficial. Representantes dos bairros afetados também participaram do acordo.

O que diz o SAAE
Breno Teixeira, superintendente do SAAE informou que o problema foi gerado, não por falta de água, mas sim, em função das obras de duplicação da rodovia. De acordo com o superintendente, para as que os serviços aconteçam é necessário desligar o sistema, pois do contrário haveria alagamento nos locais escavados impedindo o andamento das obras.
O que diz a COSAMPA
A reportagem procurou a empresa COSAMPA Construções para falar sobre o assunto. Marcelo Santos, engenheiro responsável pelas obras, no trecho entre Iguatu e a localidade de Malhada Vermelha, informou que quando começaram a surgir os problemas, as obras se tornaram mais lentas pela suspensão dos serviços para que o SAAE religasse as bombas para abastecer os bairros afetados. De acordo com o engenheiro, os problemas surgiram porque o SAAE construiu uma adutora que fornece água para os bairros citados, em cima da área de domínio da rodovia. Para isso, em toda intervenção feita aumentaram os riscos de perfurar a adutora e provocar derramamento de água.



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