Onde nascem as crianças que amam as artes e as letras? Bem AALIR!

08/03/2025

Professor João Ângelo

As ideias fecundas nas mentes passam pelo período de gestação e nascem após o encontro de pessoas que amam as artes, as letras, a cultura e a Educação.

O professor João Ângelo de Araújo lança o convite e o desafio para fundar a Academia de Artes e Letras de Iguatu e Região – AALIR. Desafio de criança que deseja ver pessoas reunidas para elaborar e executar projetos e sonhos que mudam os rumos da História.

Ao ouvir esse desafio e convite, dona Ósia Carvalho, advogada, professora, amante das artes e das letras, autora do Hino de Iguatu, divulga a ideia com a mesma empolgação que toca seu bandolim. Não apenas divulga, mas passa a defender a causa e a contribuir com informações valiosas.

A partir dessas informações e orientações, a parte infantil de João Ângelo viu em Ósia Carvalho uma madrinha e aliada. E cria forças para buscar outras crianças também cheias de sonhos: o comunicador Tony Alvarez que, emocionado, cria o grupo de WhatsApp e indica outras crianças com os mesmos sonhos; professora Patrícia Oliveira assume papel de destaque, poeta Murilo Barroso, com entusiasmo faz indicações, Kleylton Bandeira já se inteirando das questões culturais, professor José Roberto Duarte cede o espaço do Jornal A Praça para divulgar e registrar o nascimento da AALIR; professor e escritor Anizeuton Leite, com sua Voz Jucaense, abraça os sonhos de ver nascer a AALIR para Iguatu e Região; dona Maria Ireillande se torna outra madrinha para fortalecer os sonhos, escritora autodidata que ama poesia; Eduardo Gondim, igual a tu, sonhador, é capaz de refazer sonhos na mais perfeita arte de viver; professor Irailson e Francisco Neudo, com artes midiáticas; Hidervânia, psicóloga; Bêu Paulino com as artes musicais que representam o sertão; Luna Laís, escritora juvenil; Zé Vicente, poeta-cantor, professora Socorro Pinheiro; Humberto Sobreira e Gilson da Costa, contribuição com modelo e propostas de estatutos.

Todas e todos contribuem, direta ou indiretamente, para gestar AALIR. Porém, a parte infantil de João Ângelo ficou triste porque a ALLIR poderia ser abortada por falta de um lugar para nascer. Ao perceber que o sonho de João Ângelo poderia ser realizado, Ivo Lavor não se fez de rogado e falou: “se você, professor, não se incomodar, podemos fazer a primeira reunião na minha (nossa) Creche EDUCARE”.

Ao ouvir a voz do Ivo Lavor, padrinho da AALIR, João Ângelo sorriu e disse: “Como poderia me incomodar? Se nós somos apenas fetos no mundo dos sonhos e dos afetos para fazer nascer nossa academia?”.

Após essa conversa, tudo se torna risos e alegria. E, no dia primeiro de março de 2025, às 19h, com reunião presencial e on-line, João Ângelo presenteia a todas e a todos com um bolo para comemorar o Dia Internacional da Mulher e o nascimento da Academia de Artes e Letras de Iguatu e Região – AALIR na CRECHE EDUCARE, que também foi sonho e hoje é realidade compartilhada e acolhedora de projetos para muitas crianças felizes.

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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