Operação Tapa Buraco: população cobra urgência

01/03/2025

Após dois meses da posse do atual gestor à frente da gestão municipal, a população de Iguatu ainda aguarda uma ação voltada para acabar com os inúmeros buracos nas vias da cidade.

Essa semana o prefeito veio às redes sociais e manifestou insatisfação com a atuação da empresa que cuida da limpeza pública, que também se mostra um dos grandes problemas herdados da gestão anterior. Muitos bairros estão literalmente abandonados há muitos anos, como é por exemplo a primavera que atualmente é um local onde lixo, buracos e desprezo da gestão municipal tem sido a sua maior característica.

A Avenida do Contorno que desde a sua construção sempre foi sinônimo de problema no seu asfalto, hoje encontra-se intransitável de tantos buracos e totalmente sem manutenção.

A população esperava uma ação mais enérgica tanto em uma operação tapa buraco como também na limpeza da cidade, que até o momento se restringiu a uma manutenção nas praças da cidade.

Embora seja de conhecimento público da situação vivida pela gestão atual, a população por sua vez espera soluções inclusive por meio de parcerias com os governos estadual e até federal. Em razão de todo esse quadro já tem início uma inquietude por ações que possam livrar nossa cidade do abandono e descaso deixado pela gestão anterior.

Assim, é necessário que a gestão municipal adote providências para que possamos viver dias melhores, onde desfrutar de uma cidade limpa, organizada e com manutenções preventivas e sistemáticas em especial no que se refere a limpeza pública e conservação de suas vias, sejam práticas diárias para melhor conservação das vias.

Bom Carnaval a todos!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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