Para onde caminha o mercado imobiliário em Iguatu

04/04/2025

A praticidade procurada pelas pessoas na aquisição de imóveis, tem contribuído para o surgimento de uma geração que tem descartado imóveis de grandes dimensões, muitos ambientes, espaços externos ampliados. Dentre os motivadores dessa mudança de comportamento, estão a dificuldade de mão de obra para limpeza e conservação, manutenção elevada, custo alto com IPTU, entre outros.

Chegamos na geração da praticidade de pouco espaço que possibilite conforto, modernidade e sobretudo uma área para lazer.

Na cidade de Iguatu os imóveis mais procurados são aqueles com tamanho de no máximo 400 metros, com ambientes modernos e design que possibilite essa procura por melhores condições de moradia.

Imóveis de grandes dimensões estão inseridos em um cenário de difícil transação imobiliária, seja em relação à locação ou venda, muitos deles antigos e sem a manutenção adequada, o que tem aos poucos contribuído para aspectos visuais que colaboram para o quadro de reprovação do cliente.

Para os imóveis que em sua maioria são construídos em loteamentos, notadamente aqueles com dimensão na sua grande maioria até 200M², os seus construtores terão de se reinventar para possibilitar o que o cliente tem buscado. Nesses tipos de imóveis que sempre são construídos com três quartos, aos poucos estão diminuindo o número de quartos para atender uma família menor ou sem filhos, e possibilitando espaço para construção de piscina de pequeno porte e área de deck. Aliás, esses são os imóveis mais procurados pelos que na cidade vem fazer morada temporária.

Outro fator a ser destacado é a necessidade de implantação em pouco tempo, de condomínios de blocos de apartamentos de três pisos, seja para compra ou locação atendendo desta forma a grande demanda atualmente existente.

Por fim, a nossa cidade pode a qualquer momento receber empreendimentos no sentido de proporcionar a verticalização residencial, o que necessário se faz a implantação urgente de políticas públicas para atender essa expansão imobiliária, em especial projetos de saneamento básico, que possam viabilizar e atender a uma aglomeração deste tipo em um espaço territorial reduzido.

Bom final de semana!!!

 

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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