Prefeitura de Iguatu lança REFIS 2025 A oportunidade de acertar as contas

08/03/2025

Como já tem ocorrido todos os anos a Prefeitura de Iguatu lançou no último mês de fevereiro o REFIS 2025, que é uma ferramenta utilizada pelas gestões públicas em todas as esferas governamentais, a qual possibilita descontos de juros e multas em débitos fiscais do contribuinte. Esse ano o período é de 90 dias a contar do seu lançamento como citamos realizado no mês de fevereiro.

Dentre os débitos existentes o que mais causa impacto positivo nos cofres públicos é o referente ao imposto predial e territorial urbano (IPTU), que poderá ser pago sem juros e multas quando se opta por pagamento na modalidade “À VISTA”, ou ainda através de parcelamento cujos descontos são maiores para quem paga em número de parcelas menores.

É preciso que se destaque a importância deste tipo de ferramenta, que por um lado possibilita ao contribuinte ficar em dia com as suas obrigações frente ao município, e ainda possibilita ao ente público arrecadar recursos que ajudarão na realização de ações que podem melhorar a vida dos munícipes.

Importante se faz ressaltar que atualmente a nossa cidade possui uma inadimplência monstruosa no IPTU, cuja maioria dos que pagam precisam de certidões municipais para atividades comerciais e outros para evitar que os valores sejam executados judicialmente.

O fato é que a inadimplência é causada principalmente pela falta de transparência no uso dos recursos, além de que não se aplica o dinheiro obrigatoriamente nas vias urbanas o que seria não apenas o ideal como o necessário.

Em pesquisa recente realizada por esse colunista em um programa de doutorado, onde se trabalhou as questões urbanas de nossa cidade, constatou-se que em pelo menos três dos nossos bairros, os moradores não acreditam que os recursos retornarão como benefícios para as suas vias urbanas, sendo, portanto, um dos principais motivos da inadimplência existente.

Baseado nos estudos realizados e em aplicação de questionários com diversos moradores desses três bairros, a adoção de uma política pública com aplicação de recursos arrecadados com transparência, além de vinculá-los na sua totalidade para atender às demandas existentes como é o caso do IPTU às melhorias nas vias urbanas, certamente seriam ações que contribuiriam de forma decisiva para o combate à inadimplência existente.

Por fim, cabe a municipalidade mostrar que é possível fazer gestão pública com transparência, adotando mecanismos que façam as pessoas acreditarem que é possível os seus impostos serem utilizados de forma séria, responsável e comprometida com as melhorias que necessitam, possibilitando uma cidade limpa e organizada de forma a   atender às demandas pontuais existentes, trazendo conforto e comodidade a cada cidadão e cidadã que cumpre as suas obrigações fiscais para com o município.

Bom fim de semana!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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