Retrospectiva 2024 – final

28/12/2024

Nesta última edição da retrospectiva do ano de 2024, trazemos alguns dos desafios a serem enfrentados pelo futuro gestor, que entendemos serem necessários ao desenvolvimento de nosso município. É por meio de ações enérgicas e devidamente planejadas, que impulsionaremos o comercio, o desenvolvimento urbano com a sua necessária verticalização, incentivos à vinda de universidades, transporte urbano, entre outros, que podem fortalecer a nossa cidade e possibilitar os avanços necessários ao seu desenvolvimento.

Vias Urbanas – Recuperação das ruas e avenidas dos bairros, em especial dos decorrentes de loteamentos como Premier, Altiplano, Areias, Primavera e Royal Ville, com limpeza de matos e operações tapa buracos que atendam as demandas existentes, as quais foram literalmente abandonados nos últimos anos;

Transporte Urbano – Implantação de transporte urbano com tarifa única que possibilite às pessoas se deslocarem dos bairros para trabalho, lazer, entre outros;

Transparência Pública – Implantação de portal da transparência com o objetivo de proporcionar ao cidadão iguatuense, acesso aos valores arrecadados, emendas parlamentares, e onde estão sendo aplicado os recursos;

Transparência do IPTU – Possibilitar através do portal da transparência acesso aos contribuintes mostrando os valores arrecadados, a sua utilização, a inadimplência, o que pode gerar confiabilidade e assim diminuição da inadimplência;

Conselho da Cidade – Reorganizar e colocar em funcionamento este conselho com representantes das entidades públicas e privadas, que possuam conhecimento da legislação municipal e gestão pública, visando fortalecê-lo para atender demandas existentes;

Reorganização do Centro Comercial – Possibilitar acesso com segurança dos pedestres ao centro nos dias de sábado, através da criação do cinturão comercial onde algumas ruas possam ser fechadas ao trânsito de veículos, fortalecendo desta forma o comércio local;

Ambulantes – Criar espaço adequado para que os atuais ambulantes que invadiram ruas, praças, galerias e calçadas, possam desenvolver suas atividades e receber seus clientes com comodidade e segurança, como já ocorrem em diversas cidades do estado;

Feirantes – Criar ações que possibilitem a utilização dos espaços já devidamente criados para uso, reorganizando a avenida Agenor Araújo com estacionamentos e limpeza, modificando desta forma sua atual situação.

Plano Diretor – Reorganização e atualização do plano diretor da cidade, com a participação de representantes de entidades e comunidade, uma vez que o mesmo possui mais de 15 anos de criação;

Mercados – Reforma e ampliação dos mercados central e do peixe, possibilitando maior higiene e atendimento às normas sanitárias.

Loteamentos – Reavaliar a fiscalização e regulação na implantação de loteamentos, uma vez que esse espaço tem sido abandonado pela gestão pública, por falta de uma fiscalização eficiente e de uma regulação adequada;

Essas ações certamente darão à cidade o início de grandes melhorias, que por sua vez impactarão em vários segmentos comerciais, entre eles o mercado imobiliário da cidade.

Feliz 2025!

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Competências socioemocionais: a base para aprender  Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.
Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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