Vacinação, sobrevivência a ser defendida

15/11/2019

Letícia Teixeira*

Volta de doenças até então erradicadas, aumento da desinformação ocasionado por fake news, diminuição da população vacinada, assim se encontra o cenário brasileiro. Diante de tais problemáticas, faz-se necessário desmistificar e conscientizar a população a respeito da vacinação e os benefícios dela.

Com a disseminação da varíola durante o governo de Rodrigues Alves, Oswaldo Cruz, médico contratado para combater essa doença, optou pela vacinação obrigatória de toda a população, gerando revolta de militares e populares que se opuseram a esse método. Esse episódio ficou conhecido como a Revolta da Vacina. Atualmente, propagação de fake news relacionado ao movimento de antivacina e falta de informação da população resultaram no medo desses indivíduos por acharem que ao tomarem a vacina, irão ficar doentes, semelhante à República Velha, quando os populares achavam que seriam controlados pelo governo.

Por consequências das campanhas antivacinas, a população prefere não se vacinar, por medo de adquirir doenças e pela falsa sensação de segurança das que já foram erradicadas. Com esse pensamento, doenças já extintas como a caxumba e a rubéola voltaram nos estados do Ceará e Pernambuco, contaminando grande parte da população por não estarem vacinada. Deve-se, então, desmistificar esses pensamentos na tentativa de combater essas doenças novamente.

Diante disso, é importante que o Estado tome providências para combater essa situação. O governo através do Ministério da Saúde e com ajuda do PNI (Programa Nacional de Imunização) deve desmistificar as fake news propagadas, aumentar a informação e conscientização da população sobre a vacinação, por meio de palestras ministradas nas escolas e campanhas promovidas nos postos de saúde para aqueles que desejam mais informações ou receber a vacina.

Pondo em prática as medidas citadas, espera-se o aumento da população vacinada e o controle de doenças que já foram erradicadas antes.

*Aluna do 3º ano da Escola Modelo de Iguatu

Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

MAIS Notícias

Maria Isabelle Marcelino Matias*   A minissérie “Emergência Radioativa”, produzida por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra, está disponível na plataforma de streaming Netflix. A produção dramatiza o acidente com césio-137 em Goiânia (1987), com foco...

Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática
Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática

    “Meu pai não aprova o que eu faço, tampouco eu aprovo o filho que ele fez.”   Há frases que parecem nascer de uma conversa íntima, talvez de uma mesa de jantar, de uma adolescência inquieta ou de uma casa onde duas gerações se olham sem conseguir...

Competências socioemocionais: a base para aprender
Competências socioemocionais: a base para aprender

Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *