Com a presença de amigos, familiares e convidados, Cleodon de Oliveira lançou na noite desta quinta-feira, 28, na sede do Projeto Arte Criança, no Centro, o livro “Grupo Metamorfose de Teatro – 40 anos: a cena do teatro cearense na cidade de Iguatu”.
O evento foi marcado por falas emocionadas tanto do público quanto do próprio autor, que tem sua trajetória artística marcada por múltiplas habilidades, entre elas: ator, diretor, contador de histórias e brincante do teatro de bonecos. A obra conta em cinco capítulos a trajetória das artes cênicas do jeito do interior cearense de fazer teatro pelo Grupo Metamorfose. O livro conta com apoio do Centro Cultural do Banco do Nordeste. Na oportunidade foram cantados os parabéns pelos 40 anos da organização não governamental, além do momento de autógrafo e a entrega de uma comenda de reconhecimento ao autor.
O livro traz narrativas que resgatam memórias, através de documentos e fotografias sobre a construção do movimento teatral na região. O Grupo Metamorfose é uma das maiores referências artísticas do território cearense. “Foi uma noite memorável. Tive oportunidade de mostrar um pouco da nossa trajetória nesses 40 anos. Nessa nossa história de quatro décadas. São quatro décadas de vivência com a arte, com o teatro, com trabalhos de projetos socioculturais e nessa casa aqui me sinto à vontade porque aqui passamos muitos momentos de ação, onde pudemos fazer alguma coisa do ponto de vista sociocultural pelo município, pelos jovens pelas crianças, então realmente muita felicidade e emoção”, afirmou Cleodon de Oliveira.
De acordo com Cleodon, o hábito de gostar de anotar, guardar e arquivar relatos e histórias, ajudou na construção dessa obra. “Esse livro é bem interessante como saiu, porque a cada fase que a gente passou com o grupo metamorfose eu já ia escrevendo. Eu sempre gostei de registrar as coisas, mas não tinha a menor ideia do impacto que poderia acontecer no futuro. Então, chegou o momento de contar nossa história, dizer que Iguatu faz arte, Iguatu tem artista, Iguatu faz teatro e o teatro nos deu a oportunidade de nos libertar de muitas coisas. Para mim é muito significativo ter nas páginas deste livro a história do teatro iguatuense, do Metamorfose, a história de muitos jovens atores e atrizes que passaram pelo nosso grupo”, disse.

Palco de sonhos
Outras pessoas aproveitaram a oportunidade para falar sobre a importância das ações e transformações proporcionadas por Cleodon e Grupo Metamorfose. “Minhas palavras são de gratidão e celebração a Cleodon de Oliveira e a toda trajetória construída pelo Grupo Metamorfose de Teatro ao longo desses 40 anos de resistência, arte e transformação. Sou Lúcia Morais, artista, contadora de histórias, professora e historiadora, e foi dentro desse espaço de arte, acolhimento e humanidade que, ainda muito jovem, tive a oportunidade de descobrir quem eu era e quem eu poderia me tornar. O Metamorfose não foi apenas um grupo de teatro em minha vida. Foi escola, abrigo, palco de sonhos e território de construção da minha identidade artística e humana”, declarou Lúcia Morais, integrante do PAC.
Mais do que contar a história do próprio coletivo, o livro funciona como um documento de preservação cultural. “Reencontrar Cleodon depois de 20 anos, como foi recentemente em Fortaleza, quando voltei para o Brasil e ainda produzindo arte, apesar das limitações relacionadas ao problema de visão, ele sempre foi para mim um exemplo que continua ativo, fazendo grandes intervenções na cultura, no teatro, produção cultural e agora o livro contando a história do Metamorfose, que fez parte da minha vida, onde descobri na arte os degraus que iria seguir”, ressaltou o comunicador, ator e diretor Valber Oliveira.
O jornalista e secretário da Cultura e do Turismo de Iguatu, Honório Barbosa, que ao longo do tempo acompanha o cenário artístico e cultural local, também falou sobre esse momento marcante na história da arte em Iguatu. “Eu acompanhei o surgimento de muitos grupos, do Arte Criança, o início da vida de Cleodon na arte cênica, na cultural. Esse momento de boas lembranças, boas alegrias. Eu até lancei um desafio para que ele já pense na produção de outro livro que conte a história do Projeto Arte Criança, que fez e faz história, muita gente passou por aqui e são exemplos, como arte transforma, graças ao Arte Criança”, disse.



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