Crise no comércio: mitos ou verdades

12/09/2026

 

 

Francinildo Lima é Advogado e Corretor de Imóveis

Nos tempos vividos atualmente tem sido comum ouvir reclamações de empresários, sobre a crise existencial no comércio das cidades em especial no ramo varejista.

Em meio as afirmações de alguns comerciantes e por outro lado a expansão de alguns, o grande questionamento é o que tá ocorrendo no comercio atual.

A “receita pronta de bolo” que é costumeira ser apresentada é que a culpa sempre é do “governo”, declaração ouvida há muitas décadas. Diante dessa situação existe uma contradição clara que é o fato de diversas empresas estarem faturando muito dinheiro com compras em varejo, destacando àquelas realizadas por pessoas com faixa de até 04 salários mínimos.

Para alguns especialistas a verdade é que o comércio mudou e quem não acompanhou as mudanças de fato não sobreviverá. Empresas como mercado livre, tik tok, shopee, entre outras de igual forma de operação nunca lucraram tanto, com abertura inclusive de centros de distribuições regionais, o que tem operacionalizado o avanço em vendas.

As grandes empresas que tem sofrido falência possuem motivos diversos como falta de empreendedorismo, corrupção de seus executivos, má gestão, entre outras que são acortinados pelo discurso de crise econômica.

O maior centro de compras em varejo do Brasil que se localiza na capital de São Paulo, conhecido como a “25 de março”, já não é tão vantajoso seja em variedade ou preços. Recentemente estive naquela região e percebi que o número de pessoas diminuiu consideravelmente, as “novidades” já não superam mais o que temos disponível na rede mundial de computadores, sobrando desta forma despesa com deslocamento, insegurança, cansaço e falta de comodidade para os que ainda se aventuram por aquelas ruas da localidade.

Desta forma, para enfrentar a concorrência das lojas virtuais tão propagadas na internet, resta aos comerciantes tradicionais investirem em atendimento de qualidade, empreendedorismo comercial, comodidade e conforto ao cliente, além claro de preços competitivos o que tem se tornada mais difícil a cada dia.

Na nossa cidade de Iguatu diante da situação de “crise” tão pronunciada nos últimos tempos, nos propomos a fazer alguns questionamentos sobre os últimos dez anos no que se refere ao comércio existente: o que mudou  na forma de conquistar a clientela?, Quais ações tem  sido propostas ao cliente para que ele troque a comodidade da compra on line a visitar o centro da cidade,  onde carros e motos disputam os espaços das pequenas e estreitas vias urbanas?, Quais infraestruturas foram criadas para quem vem ao centro em um automóvel? O cliente tem motivos para preferir compras físicas no nosso comércio ? O que as gestões públicas tem feito na última década para contribuir com o comércio e o fluxo viário no centro da cidade?

Para contribuir com essa discussão traremos na próxima semana a parte 02 deste assunto, com as respostas de todos esses e outros questionamentos.

Bom fim de semana!!!

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